
"Compartilhar é o mesmo que multiplicar. Multiplicar é um estado abundante de consciência. É como o amor, quanto mais doamos, mais amorosos somos." Samuel Souza de Paula
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Entrevista
A ENERGIA DO DINHEIRO NO SÉCULO XXI
com
GLÓRIA MARIA GARCIA PEREIRA
Glória Pereira é socióloga, economista, especialista em andragogia (educação de adultos) e marketing. Desenvolveu um método próprio que associa economia com neurociência. É diretora da Sinergia Consultores, consultora de riqueza, autora de vários livros, entre os quais o bestseller “A energia do dinheiro” e o jogo Negócio Sustentável®.
Nesta entrevista, Glória fala sobre a linguagem universal do dinheiro, compartilha sua paixão com o “sentimento de riqueza” e as novidades de sua recente viagem a Paris e Dubai. Responde a famosa pergunta “Dinheiro traz felicidade?” e o como lidar com a energia do dinheiro, de forma sustentável, no século XXI.
Todas as pessoas querem de alguma forma, ser felizes. Com esta idéia em mente, e como Consultora de Riqueza, existiria uma inter-relação entre economia e felicidade? Dinheiro traz felicidade?
A palavra economia vem de OIKOS, que quer dizer “casa”. Então, economia é a arte de bem administrar a casa!
Casa é o lugar de afeto, aconchego, proteção, nutrição, bem-estar...
Portanto, todos estes atributos numa sociedade moderna, complexa e capitalista ligam intimamente felicidade a bem-estar, saúde, afeto, aconchego. As estatísticas mostram que o número de separações matrimoniais aumenta em épocas de crises econômicas.
Quando uma pessoa está bem financeiramente é comum querer que seus entes queridos também estejam bem. E muitas pessoas adoecem e morrem de tristeza, de angústia, de enfarte por não conseguirem proporcionar uma vida digna aos seus familiares.
Dinheiro é apenas uma energia de troca... E felicidade tem a ver com afeto e amor, que também são energias de troca... Por isso estão tão relacionados.
Quando e como começou seu interesse pelo estudo e práticas com a energia do dinheiro?
No final do século 20, por volta de 1996, como socióloga e economista comecei a estudar o “sentimento de riqueza” em culturas de vários países como Estados Unidos, Canadá, Índia, Nepal, Alemanha, Suécia, Brasil, e outros...
Embora interessada na mudança de mundo, no aspecto da riqueza, deparei-me com o oposto, o forte “sentimento de pobreza” de algumas culturas, incluindo a brasileira. Ou seja, tanto “riqueza” no sentido amplo, quanto “pobreza” são ensinados, e passam de uma geração a outra... Ao compreender este processo cultural e econômico com todas as implicações nos relacionamentos familiares, afetivos, profissionais, naturalmente, comecei a despertar o interesse de pessoas, profissionais, empresas e grupos diversos a se atualizarem com estes aprendizados. Daí em diante não parei mais.
Ainda estou digerindo as experiências, contatos e os aprendizados da viagem a Paris e Emirados Árabes, que acabei de chegar...
Eu fiz uma viagem fantástica e maravilhosa, primeiro fomos a Paris e depois pras Arábias, onde vivem os xeiques do petróleo. Ficamos hospedados primeiro num Palácio - The Palace Old Town, bem em frente ao maior edifício do Planeta Terra, o El Burj e depois em pleno Golfo Pérsico, na ilha de Palm, construída no mar.
Estive estudando durante todo o ano e depois fiz esta pesquisa “in loco” sobre o que a riqueza e a cultura / sabedoria do século 21 estão realizando em termos de sustentabilidade no Planeta Terra.
Vou organizar uma Apresentação de Fotos: conceitos, com meus comentários sobre a nova Paris sustentável do século 21 que terá sua obra iniciada já em 2010 “Le Grand Paris” e a primeira cidade sustentável do Planeta Terra - Masdar - que em árabe significa “fonte”.
Convidarei os amigos para trocarmos idéias, palpites, impressões, críticas.... Eu trouxe muito material de estudo tanto de Paris quanto de Masdar. Quanto a Dubai... Impressionante! Dá muita conversa!
Ou seja, temos três modelos distintos:
· uma cidade de pedra para ser desmontada e reconstruída de forma sustentável: Paris;
· uma cidade pronta no deserto e no golfo, construída com modelo não sustentável: Dubai;
· uma cidade a ser construída nas areias do deserto a partir de novo modelo de sustentabilidade: Masdar.
Reflexões sobre o espaço de vida, de moradia, de inclusão social, dos relacionamentos humanos, das relações homem-mulher, de saúde e harmonia com o meio ambiente, energias limpas e riqueza cultural.
Uma das máximas, talvez uma das mais verdadeiras, de qualidade de vida, seja o “Fazer aquilo que gosta e gostar daquilo que faz”. Na rapidez com que as coisas mudam, e nas muitas exigências cotidianas, como expressar nossos talentos e realizar-nos pessoal e profissionalmente?
Viver é uma Arte! Estamos na Terra para descobrirmos nossos Talentos, que são graças que recebemos. E para quê? Para expressarmos no mundo.
Gostar do que faz é conhecer-se a si mesmo, reconhecer os próprios Talentos, aprender a vendê-los na comunidade e viver de forma sustentável para si mesmo, para os familiares, para a comunidade e para o Planeta.
À medida que vamos amadurecendo temos a oportunidade de descobrir talentos novos, por isso o desenvolvimento do ser humano e de toda a humanidade. Aprender a conviver com a diversidade, pessoas de talentos diversos, culturas diversas, acelera o aprimoramento. A profissão deve acompanhar cada etapa da vida. Ninguém é feito para executar uma coisa só na vida... O mundo muda e as oportunidades surgem... É importante estar atento, preparar-se o tempo todo...
Quais são os cinco verbos ativos da linguagem universal do dinheiro? E como estes se relacionam com o desenvolvimento do ser humano?
Os cinco verbos da linguagem do dinheiro podem ser identificados com os dedos da mão, começando pelo mindinho. Todos os verbos expressam ação, movimento, então, eu os chamo de verbos ativos.
· Primeiro verbo: “fazer dinheiro” que vem do “to make money”. É completamente diferente de “ganhar” dinheiro, que é passivo. É o mais importante, porque todos os outros 4 dependem dele. É o verbo da multiplicação.
· Segundo verbo: negociar, basicamente comprar e vender.
· Terceiro verbo: lucrar, que é “fazer filhotes”.
· Quarto verbo: aplicar para os sonhos tem a ver com o futuro, as metas e os objetivos pessoais e espirituais.
· Quinto verbo: investir, para aprender a lidar com os riscos, sem perder o patrimônio. Expresso através do polegar, que tem um movimento e um sentido diferente dos outros quatro dedos, e não é a toa, aí está a diferença.
O processo de desenvolvimento do ser humano passa de estar totalmente dependente como qualquer criança até tornar-se independente financeiramente. Como o dinheiro é uma energia de troca, o desenvolvimento pessoal passa pelo desenvolvimento financeiro, qualquer que seja a classe socioeconômica.
Em sua opinião por que os brasileiros ainda não conseguem lidar muito bem com as suas finanças?
Todos os países colonizados tiveram que desenvolver a cultura da pobreza. Hoje, somos livres, vivemos em democracia com uma pujante economia, mas uma pequena parcela da população se dedica a estudar e aprender finanças pessoais. É um conhecimento que pode se iniciar a partir dos seis anos de idade e terminar somente com a perda da razão ou com a morte. Ou seja, um processo para a vida inteira! Esta tem sido a minha profissão nos últimos treze anos, aprender e ensinar finanças pessoais no contexto da Arte de Viver e se aperfeiçoar.
Qual sua forma de pensar sobre a riqueza material e espiritual?
A riqueza material e espiritual são a mesma. Dinheiro é uma energia de troca. Enquanto estamos encarnados, vivemos em sociedade, precisamos satisfazer as necessidades básicas, de alimentação, conforto, saúde, educação, lazer, desenvolvimento pessoal. O espiritual é o que anima, o que dá sentido a esta trajetória da vida na Terra. Dinheiro só serve para vivos. Mas através das finanças pessoais as pessoas podem se tornar independentes e se disponibilizar a desenvolver os outros semelhantes.
O sucesso de qualquer projeto espiritual sustentável exige saber lidar com recursos financeiros.
Como lidar com a energia do dinheiro no século XXI? Quais seriam as dicas para a pessoa alcançar sua independência financeira, de forma sustentável?
O primeiro passo é se autoavaliar. Verificar qual o próprio estágio. Ou seja, fazer um teste da linguagem financeira. Aí, sem stress montar um programa de aprendizado. O sequência dos verbos já orienta para metas e investimentos. Todo mundo pode aprender, é uma questão de interesse. Contar com um consultor de riqueza pode facilitar o processo e torná-lo mais divertido.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
CONEXÕES BIOXAMÂNICAS - RESGATE DA ALMA
Com o atual ressurgimento e a grande busca pelas práticas nativas – a procura de reconexão por meio técnicas xamânicas de cura – passamos a reconhecer o real valor espiritual e psicológico que nossos ancestrais já sabiam. Conhecimentos estes que antes considerávamos “primitivos”, “ultrapassados”, “obsoletos”, observa-se sua importante utilização prática nas várias situações desafiantes de nosso cotidiano e nas inter-relações mente, corpo e espírito de nossa vida. Exemplo disso, são os resgates da alma, uma visão e prática milenar dos xamãs que tem como foco principal curador à busca pelos pedaços da alma perdida do consulente.
“As novidades do mundo são na verdade reflexos de idéias antigas”.
Práticas Bioxamânicas
O início das divulgações de práticas xamânicas, fora dos círculos tradicionais nativos, foi influenciado, na década de 60, pelas obras de Carlos Castañeda, antropólogo, que relatou suas experiências e aprendizados com o xamã yaqui Juan Matus e Michael Harner, antropólogo, que narra em seu livro O Caminho do Xamã sua odisséia pessoal até a fonte da cura xamânica. Apesar de a palavra “xamã”, ser uma palavra siberiana, que designa um curador espiritual, o xamanismo também foi praticado em partes da Ásia, Europa, África, Austrália, Groenlândia e entre os povos nativos da América do Norte e do Sul, ao longo de toda história. Temos indícios de práticas xamanistícas existentes há 44 mil anos, desde a época do homem Neandertal. Na realidade, inicia-se quando o ser humano começa a descobrir o mundo invisível. Quando começa a descobrir os mistérios da natureza, a sentir com maior intensidade o sagrado, a sonhar, a se comunicar com a natureza e com os espíritos.
O xamã é aquele que estabelece o contato entre o sagrado e o profano, a saúde e a doença, o conhecido e o desconhecido, o natural e o sobrenatural, o visível e o invisível, a realidade comum e a incomum. Sua função, muitas vezes, é buscar auxiliar o consulente a despertar a experiência do sagrado, a harmonia dos opostos, a integração com a Natureza. De alguma maneira inspirar o buscador a nutrir os aspectos da cura interna, o Eu básico com o Eu superior e a espiritualidade no cotidiano.
Sandra Ingerman, psicológa que começou seus estudos xamânicos com Michael Harner e autora do livro Resgate da Alma, diz: “Um xamã é um homem ou mulher que interage diretamente com os espíritos para tratar dos aspectos espirituais das doenças, realizar o resgate de almas, obter informações divinas, ajudar os espíritos de pessoas falecidas na sua passagem para o Além, e realizar uma grande variedade de cerimônias para a comunidade.”
O fato destas práticas terem sobrevivido e florescido por milhares de anos demonstra a potência desse trabalho. Como facilitador moderno, praticante da medicina do espírito, evoco os seguintes questionamentos conscientes, e incentivo o leitor a pensar: “Estas práticas xamânicas funcionam? Podem provocar mudanças positivas na vida da pessoa? Podem auxiliar no desenvolvimento integral do ser humano?” De verdade, sim, neste caminho é necessário muito estudo, discernimento, disciplina e experimentação, que resulta e que pode se tornar muitos outros ‘sim’ internos, de outras pessoas e da vida. Sempre apreciei a utilidade dos conhecimentos espirituais, suas práticas e forças, que a meu ver, devem se integrar ao contexto do dia-a-dia. Minha intenção com estes escritos não é saudosismo às técnicas antigas ou voltar ao que era no passado. Não é uma coisa fora, alocada, distante do que chamamos vida atual. Nem é apenas uma filosofia na mente, mas uma experiência presente. Experiência esta que está presente desde quando nos levantamos, nas relações em nosso cotidiano, quando nos deitamos, e até nos nossos sonhos e experiências extra-corpóreas (vôo xamânicos).
Doenças no contexto xamânico
Nas práticas bioxamânicas vemos que “todas as doenças – emocionais, mentais, físicas e espirituais – são tratadas da mesma forma. Qualquer forma que ela assuma, doença é doença e mostra desarmonia na vida da pessoa”. Michael Harner indica três razões pela qual a pessoa fica doente: 1. Perda ou enfraquecimento do seu Animal de Poder (Poder Pessoal); 2. Intrusões Espirituais (Energias Intrusas); e, 3. Perda da Alma (um assunto que não é falado nos círculos da medicina convencional, mas que é de suma importância na medicina nativa – tema de nosso estudo de hoje).
Perda da Alma
Constantemente ouvimos alguém dizer: “Nossa! Esta pessoa fala com alma!”, ou o contrário, “Aquela pessoa é desalmada!”, e até “Fulano de tal vendeu sua alma ao Diabo”. É comum quando admiramos algum artista dizermos: “Aquele dançarino exerce sua arte com alma... canta com alma... escreve com alma!”. A alma é um termo que deriva do latim anima, este refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. Mas o que é alma no contexto xamânico? É a constituição integral da personalidade-pessoa, é a nossa essência, a parte de nossa vitalidade que nos mantém vivos. Para mim, como para os antigos, toda criação é permeada pelo espírito. “Os seres humanos, os animais, as plantas e os minerais, todos eles têm sua própria essência espiritual com a qual podemos nos comunicar e interagir.” – nos diz Ingerman. “Quando qualquer criatura viva está totalmente integrada à sua força espiritual ou alma, ela irradiará energia e vitalidade. Qualquer criatura cujo espírito esta totalmente presente em seu corpo sentirá uma profunda ressonância com o mesmo espírito nas outras coisas vivas. Por outro lado, quando uma criatura perde uma parte de sua essência espiritual, ocorre um profundo enfraquecimento e alienação do resto da criação.”
(Fernando Pessoa)
A psicóloga, Jeanne Achterberg escreveu: “A perda da alma é considerada o mais grave diagnóstico da nomenclatura xamânica, sendo a causa das enfermidades e da morte. Mas nunca é mencionada nos modernos livros médicos ocidentais. Entretanto, torna-se cada vez mais claro que o que o xamã chama de perda da alma – ou seja, um dano provocado no núcleo inviolável que é o ser essencial do indivíduo – efetivamente se manifesta como desespero, danos imunológicos, câncer e uma série de outras disfunções muito graves. Isso parece decorrer do insucesso de um relacionamento com entes queridos, da carreira ou outras ocorrências significativas.”
Observamos, também, que é muito fácil no cotidiano em que estamos inseridos, no corre-corre diário e frenético automatismo, verificar que deixamos o tempo todo pedaços de alma em várias das interações. Você já sentiu como se, após contato com uma determinada pessoa (familiar, chefe, amigo, etc), percebeu uma sensação de vazio, como se estivesse faltando alguma coisa? Pois é, pode ser que após esta interação tenha perdido uma parte de você, tornando-o sem poder, desarmonizado, ou mesmo desanimado. Vícios, também, são sinais de perda de alma, pois buscamos fontes externas para preencher os espaços vazios dentro de nós, seja com substâncias, comida, relacionamentos, trabalho, ou comprando coisas materiais. Técnicas tradicionais podem falhar em retornar a capacidade de amar, pois não fecham esses "buracos". O que adiantaria falar com alguém que não está presente?
Todos perdem fragmentos das almas, em uma escala maior ou menor. “Um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos”, cita Jung em seu livro O Homem e Seus Símbolos, “é o que eles chamam de ‘a perda da alma’ – que significa, como bem indica o nome, uma ruptura ou, mais tecnicamente, uma dissociação da consciência. Isso significa que a psique do indivíduo pode fragmentar-se facilmente diante de emoções incontidas”.
Dois exemplos de perda ou roubo de alma nas interações do cotidiano, também relacionado com o dar poder ao outro:
“Robson, gostava de cumprimentar todos os seus amigos com um abraço, conversar, rir juntos. Então, ele conhece uma pessoa, Ruth, e começa a namorar. Só que Ruth não gosta desta atitude, fica enciumada. Com o tempo, e ‘por amor’ à sua namorada, Robson deixa de encontrar os amigos, de abraçar, principalmente as mulheres, para não causar ciúmes e brigas. Podemos encontrar, meses depois, Robson apático, não mais alegre quanto antes e sentindo um certo vazio. Ele perdeu um pedaço da sua alma (que gosta de estar com as pessoas). Seu relacionamento com Ruth não está indo bem, ele não sente vontade de abraçá-la e não sorriem como antes”.
“Vera, secretária eficiente e extrovertida, recentemente contratada em um escritório conceituado de advocacia. Procura um terapeuta xamânico com a seguinte queixa: ‘Sempre fui alegre, cheia de energia. Não sei o que acontece comigo, parece que não estou mais viva’. Depois de uma sessão de Regaste de Alma, o terapeuta relata algumas experiências relacionadas ao seu emprego atual, fatos que realmente aconteceram, que pela intensidade das atividades que desenvolvia nem notava, e que eram contra seus princípios e havia gerado perda de pedaços da alma. Sem o contato com a sua verdade, com a sua alma, ficava difícil estar presente, e se relacionar com seus familiares, colegas de trabalho, consigo mesmo e com a vida. Após a sessão sentiu como se uma força tivesse voltado e está mais atenta, alegre e eficiente. Hoje realiza suas cerimônias individuais de preservação da energia, e atua em um ambiente de trabalho mais compatível com seus propósitos”.
e perder a sua alma?” Marcos 8:36
Resgate de Alma
O Resgate de Alma é uma antiga e poderosa prática da terapêutica xamânica para trazer de volta pedaços da alma que ficam perdidas através dos traumas, acidentes ou algum tipo de doença. Para realizar esta viagem xamânica o xamã entra em estado alterado de consciência, auxiliado pelo tambor, e conta com seu poder pessoal, seus espíritos auxiliares, animais de poder, mestres espirituais e as suas muitas experiências na realidade incomum.
Cada cerimônia de reintegração da alma tem suas peculiaridades, mas existem quatro passos básicos neste processo. O primeiro é direcionado para o aumento da energia do consulente, onde o xamã entra em contato com a Fonte de poder pessoal, auxiliado pelos espíritos guardiões, por meio de cantos e movimentos bioxâmanicos proporcionando uma circulação vibracional potente no campo energético da pessoa. O segundo consiste em diagnosticar onde se localizam as energias intrusas, que o deixou doente. O terceiro é a extração da energia intrusa e o quarto é o resgate de alma, propriamente dito. Pode-se realizar o resgate de alma, esta viagem xamânica ao mundo inferior, tanto individualmente, xamã-consulente, quanto em grupo – neste caso utiliza-se a técnica da canoa dos espíritos e os participantes tornam-se remadores na jornada (todos acabam se beneficiando da experiência e, da sua maneira, tornam-se mais conscientes das perdas e roubos de alma). Após o resgate, é explicado ao cliente o que aconteceu na jornanda e o que fez com que ele perdesse parte de sua alma.
Quase sempre o xamã faz algumas recomendações de rituais simbólicos de preservação das energias e geralmente, após o resgate de alma a pessoa sente-se com maior vitalidade, cheia de energia, inteira, com seu poder de volta e consciente dos comportamentos, pensamentos, intentos que precisa mudar. Mais atenta aos sinais da vida, nos sonhos, no cotidiano, metáforas curadoras que auxiliam na harmonia da sua mitologia pessoal e evolutiva. Como costuma-se dizer, nada é por acaso. Sempre temos algo a aprender.
vêm quando a vida parece mais desafiadora.” (Joseph Campbell)
“Por favor, lembre-se: as técnicas não curam. É apenas o amor que cura. Conforme criamos espaços sagrados e plenos de amor parar curar, viver e trabalhar, o espírito que vive em todas as coisas é honrado, criando amor, luz, beleza, paz e harmonia no mundo novamente.”
Leitura recomendada:
O Caminho do Xamã – Um Guia de Poder e Cura – Michel Harner – Ed. Cultrix.
A Erva do Diabo – Carlos Castañeda – Ed. Nova Era.
Resgate de Alma – Reencontre os Pedaços da Alma – Sandra Ingerman – Ed. Vida e Consciência.
Cure Pensamentos Tóxicos – Ferramentas Simples para Transformação Pessoal – Sandra Ingerman – Ed. Vida e Consciência.
O Homem e seus Símbolos – Carl Gustav Jung – Ed. Nova Fronteira.
Jornada Xamânica – Um Guia para Principiantes – Sandra Ingerman – Ed. Vida e Consciência.
2. Você já se sentiu entorpecido, apático ou enfraquecido?
3. Você sofre de depressão crônica?
4. Você tem problemas com seu sistema imunológico e dificuldades para resistir às doenças?
5. Quando criança, você estava sempre doente?
6. Você tem lacuna nas lembranças de sua vida após os cinco anos de idade? Você sente como se tivesse apagado traumas significativos de sua vida?
7. Você luta contra vícios como, por exemplo, álcool, drogas, comida, sexo ou jogo?
8. Você procura coisas externas para preencher um vazio interior?
9. Você já encontrou dificuldade para levar adiante sua vida depois de um divórcio ou do desencarne de um ente querido?
10. Você sofre de síndrome de múltiplas personalidades?
Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, pode ser que você tenha sofrido uma perda de alma.
Samuel Souza de Paula, espiritualista, consultor e palestrante. É estudioso do comportamento humano e desenvolve trabalhos de integração entre corpo, mente e espírito. Possui formação Master em PNL – Programação Neurolingüística. Pesquisador de técnicas ancestrais e modernas direcionadas ao crescimento pessoal. Coordenador da Roda de Cura Xamânica “Espírito de Gaia”, facilitador de jornadas xamânicas terapêuticas Resgate de Alma, individuais ou em grupo.
E-mail: samuel.s.silva@bol.com.br

Trabalhando Corpo, Mente e Espírito!
Trata-se de um método terapêutico holístico que tem como base essencial à conexão com as forças da natureza, suas energias e poder, e a ampliação dos mapas de realidade.
No aconselhamento bioxamânico são utilizadas técnicas ancestrais e modernas, que, combina: jornada xamânica, bioenergia, resgate de alma, relaxamento, conscientização corporal, programação neurolingüística, aconselhamento e orientação positiva. É comum a utilização de vários instrumentos de poder tais como maracá e tambor xamânico.
Potencialmente trabalhada em duas vertentes: a primeira, direto com o terapeuta; e a segunda, o próprio cliente, realiza um auto-tratamento, no qual a pessoa seguirá e desenvolverá um conjunto de exercícios e práticas – que serão apresentadas pelo terapeuta, para serem executados em casa.
O objetivo do aconselhamento bioxamânico é possibilitar, por meio de um conjunto de ferramentas poderosas, técnicas, estratégias e modelos que podem ser aplicados para definir e alcançar estados desejados e identificar recursos necessários para as situações onde queremos ter um desempenho mais satisfatório. Potencializa melhor conexão consigo mesmo focalizando a integração mente-corpo-espírito.
Maiores informações: samuel.s.silva@bol.com.br
Música: ALMA
Zélia Duncan
Composição: Pepeu Gomes e Arnaldo Antunes
Alma,
Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.
Alma,
Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão.
Superfície.
Easy, fique bem easy,
Fique sem, nem razão da superfície,
Livre, fique sim livre,
Fique bem, com razão ou não,
Aterise.
Alma,
Isso do medo se acalma,
Isso de sede se apaga,
Todo pesar, não existe.
Alma,
Como um reflexo na água,
Sobre a última camada,
Que fica na superfície.
Crise, já acabou.
Livre, já passou o meu temor
do seu medo sem motivo.
Riso, de manhã,
Riso, de neném, a água já molhou a superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma, daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,
O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma,
Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.
Alma,
Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão,
Superfície.
Alma,
Deixa eu ver,
Deixa eu tocar.
Alma,
Deixa eu ver,
Deixa eu tocar,
Alma.
Superfície.
Alma, deixa eu ver sua alma.
Alma.
Música: ENQUANTO DURMO
Zélia Duncan
Composição: C. Oyens e Zelia Duncan
Muitas perguntas
Que afundas de respostas
Não afastam minhas dúvidas
Me afogo longe de mim
Não me salvo
Porque não me acho
Não me acalmo
Porque não me vejo
Percebo até
Mas desaconselho...
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Enquanto durmo
Enquanto durmo...
De longe parece mais fácil
Frágil é se aproximar
Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo
Porque não me acho
Não me acalmo
Porque não me vejo
Percebo até
Mas desaconselho...
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Enquanto durmo
Enquanto durmo...
Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Hon! Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Uh! Uh!
Enquanto durmo
Enquanto durmo...

