COMO AUMENTAR MINHA ENERGIA?
"Compartilhar é o mesmo que multiplicar. Multiplicar é um estado abundante de consciência. É como o amor, quanto mais doamos, mais amorosos somos." Samuel Souza de Paula
segunda-feira, 3 de junho de 2013
COMO AUMENTAR MINHA ENERGIA?
COMO AUMENTAR MINHA ENERGIA?
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Tatanka Iotake - Samuel Souza de Paula
segunda-feira, 1 de abril de 2013
O Totem da Lhama - Samuel Souza de Paula
terça-feira, 5 de março de 2013
Os três fs do Firmino - Samuel Souza de Paula
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Revigorar - Samuel Souza de Paula
domingo, 19 de agosto de 2012
Medicina da Arara - Samuel Souza de Paula
Fotografia: Samuel Souza de Paula
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Dança do Sobrevivente Ancestral - Samuel Souza de Paula
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A LUA E O DRAGÃO: NOVAS ÁGUAS

Existem momentos na vida em que as expectativas são tamanhas que parecem que todas as células do corpo querem ir de encontro ao objetivo desejado. Pode ser que já tenha passado por sensações semelhantes, misturado a diversas emoções, quando foi, por exemplo, a um primeiro encontro, uma mudança de casa, transformações na carreira ou conscientização de outro nível na espiritual da vida. As águas do corpo respondiam às vibrações da sua consciência das entranhas à flor da pele.
Nestes episódios algumas pessoas comentavam: “Você é louco!” ou “Você é de lua!” enquanto que no céu do seu coração brilhava a certeza, junto a todas as incertezas do caminho, de que estava fazendo o certo. Sim, você seguiu o seu coração, entrou em crise, tiveram altos e baixos, mas foi em frente e chegou onde está em uma Lua Nova envolvida pelas energias de um Dragão de Água. O que isso nos diz? O que estas vibrações nos inspiram? Quais os tesouros escondidos nestes passos visionários? Veja o que o seu coração responde resgate a sua intuição.
Há muito tempo àqueles que sonhavam por estas terras que caminhamos hoje diziam que a lua é a “Mãe dos Frutos”. Que imagem bonita para nossa meditação. Hoje é Lua Nova. E a Lua Nova de hoje nos impulsiona à renovação dos nossos caminhos, fala para botarmos fé nos primeiros passos, mesmo que eles venham a se modificar com o tempo. De certa forma a vida é uma dança de relações, águas que tocam e seguem seu curso, águas que recebem e doam outras qualidades de água, águas que impulsionam o reconhecimento da força, da integridade, dos sonhos que tocam as margens. E é preciso lembrar que a semente que você planta hoje precisa de um tempo, regada de sentimento, e tudo tem seu tempo certo de ser. É claro, nossas águas nunca serão as mesmas!
O Dragão de Água vêm trazer a clareza nas ações, fortes mudanças, elevação, transparência e verdades. Se você sentia que as coisas estavam intensas, agora serão mais ainda. Daí a importância de respeitar suas prioridades e agir com vitalidade. Preste atenção em como está se relacionando com os seus sonhos, com as pessoas, com seus planos e propósito de vida. Perceba, sinta se contém entusiasmo, presença, alma em suas relações. Um dia, quando eu era criança, pela manhã bem cedo fui pescar em uma represa próximo de casa, raramente conversava na hora da pescaria, mas hoje me lembro de uma frase que ouvi de um pescador: “Peixe não vive fora da água e o ser humano não vive sem pessoas e sem amor”.
Tudo isto nos inspira a compartilhar os tesouros escondidos em nosso interior. Nutrir e reafirmar a responsabilidade pessoal, principalmente em nossos vários tipos de relações. Deixar brilhar as verdadeiras riquezas que o Espírito do Dragão Pessoal presenteou. Não é uma questão de aparecer, mas sim transparecer o que você realmente é.
Ótimo dia para você e feliz vida nova!
- Samuel Souza de Paula -
www.espiritualidadenatural.blogspot.com
Crédito da imagem: Water Dragon – Jessica Elwood
sábado, 17 de setembro de 2011
SORRISO DE ESTRELA
Seja a presença e o brilho nas danças partilhadas!
Ternura nas mãos luminosas, que tocam as outras, na pulsão do coração...
Encanta nossos dias com os sóis do bom dia, mesmo na noite...
Leva e eleva as forças do amor compartilhado, a todo instante...
Amplia a união, os sonhos, o olhar e a experiência do Sagrado!
Muitos tempos, muitos povos, juntos,
Afinados com a canção e silêncio.
Rios de sabedoria, águas de compaixão...
Ilumina, grande estrela, ilumina...
Alcança os círculos internos dos corações!
Guia seu coração pelas fontes universais...
Ultrapassa todas as formas e veja os anjos à volta!
Ilumina, pacifica, respeita, integra!
Deus é sua segura e sua nau.
Ilusões se desfazem, na firmeza da paz...
Gera novos círculos, novas rodas, nobre estrela.
Olhe os olhos como vibram, as capacidades que espelham...
Mira nossos sonhos, faz iguais nossos tamanhos.
Escuta nossas preces, ilumina, somos além de toda veste.
Somos filhos da perfeição, somos círculos em evolução!
Samuel Souza de Paula
samuel.s.silva@bol.com.br
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Ele só queria aproveitar o feriado...
“Está difícil! Não posso parar, é muita coisa! Não tenho tempo!”
Mais um passo, quanta coisa, desafio, resolvido, outra vez, erro, desespero, faça, acerto, é isso aí, outra meta, outra coisa, outro passo, sem parar...
Quando chega o feriado ele não tem para onde ir, não se organizou. Seus parentes foram para o interior e ele resolveu ficar em seu pequeno apartamento na cidade grande. Era manhã, sente sede e a primeira coisa que passa em seus pensamentos é “Preciso de café!”. Veste a primeira roupa que encontra, não vê que o vizinho está no corredor, aperta o botão do elevador, desce, passa pela portaria sem dizer uma palavra. Em seus pensamentos mecanizados ecoa o mesmo pedido de sempre “Preciso de café! Café!”.
Chega à padaria, pede um café! Engole. Antes de abaixar a xícara, pede mais um. Ele não percebe, mas um Senhorzinho entra na padaria com passos firmes e face serena. Senta ao seu lado. Não existia ninguém, era ele, ou melhor, a xícara de café e as muitas coisas que tinha por fazer.
O Senhorzinho diz: “Bom dia!”. Ele não responde, não pensava que era com ele. O Senhorzinho repete uma segunda vez: “Bom dia!”. Então ele responde, mas sem desviar o olhar da xícara de café: “Bom dia!”. “Oi moço cuidado com isso, se não vai se embebedar logo cedo!”, brincou o Senhorzinho de face serena. Ele deu um sorriso sem graça.
Aquele Senhorzinho que aparentava uns 70 anos de idade parecia não ser uma pessoa normal, pelo menos não para aquele que vivia na correria. Ora, em vez de café pediu um suco, frutas picadas e um pão na chapa. “Que estranho! Conversa com desconhecidos, faz piadas de graça e parece ter visto um pássaro azul”.
Depois de um tempo, ele, o do café, ainda meio receoso, ouvia as histórias daquele Senhorzinho e se encantava das proezas e lugares que ele conhecia. Depois de muito falar o Senhorzinho pára e fica em silêncio. Um bom tempo em silêncio...
Ele, sem saber o que fazer diante daquela postura – imaginava que havia se passado uma hora e meia desde que se conheceram – pede mais um café. E pensa: “Este Senhorzinho deve ter algum tipo de problema. Fala, fala e fala. Depois, sem aviso, fica calado!”. Tomou mais um café.
“Jovem!”, disse o Senhorzinho com uma voz que transmitia profundidade, “Já estamos algum tempo conversando! Talvez não tenha notado, mas já são 17 horas, estamos aqui há quase dez horas! O feriado já está acabando! O que posso fazer por você?”
Ele ficou espantado, primeiro porque não parecia ter passado tanto tempo e segundo pela pergunta direta. Percebeu naquele instante que seus afazeres cotidianos não eram preenchidos com alegria e presença, como o que sentia no diálogo com aquele Senhorzinho.
Depois de alguns instantes, em meio ao assombro daquele encontro, disse: “Agradeço suas histórias, parece que tudo o que contou foi exatamente o que eu precisava. Tanto que nem vi o tempo passar. Gostaria, já que é uma pessoa tão vivida e mística, compartilhasse três dicas para minha vida.”
“Já que estamos interagindo no tempo darei três dicas que aprendi em minha vida.
Primeiro, jovem rapaz, reserve um tempo a si mesmo. Pode ser cinco, dez, quinze minutos por dia, mas crie uma janela de tempo na sua vida para conhecer os cômodos da sua casa, da sua casa interna. O que se passa dentro de você? Ou o que você está deixando passar? O seu momento de pausa, de reflexão, de meditação, de silêncio. Pode até ser enquanto toma a sua xícara de café, o mais importante é que esteja presente no seu tempo, naquilo que está fazendo.
Segundo, doe um tempo para outra pessoa. Aprenda a proporcionar alegrias e possibilidades de expansão a outras pessoas. Isto pode fazer uma grande diferença na sua e na vida destas pessoas. Pode ser o seu vizinho, seu porteiro, alguém que está te atendendo ou alguém que nunca viu, quem sabe tomando café na padaria. Não importa que seja em alguma instituição, ou no seu trabalho. O importante é ajudar de alguma forma outro ser humano. Se a vida é uma raridade, se o tempo é precioso, doe a sua presença, ela pode ser um tesouro na vida de outras pessoas.
A terceira dica, meu caro, é dê tempo ao tempo. As coisas mudas, tudo se transforma. Não espere que de um dia para outro vá transformar o mundo, comece transformando sua visão de mundo. Um dia você pode conseguir reservar apenas dois minutos a si mesmo, outro pode ser um dia inteiro, dê tempo ao tempo, respeite o seu ritmo. Pode ser que em algumas situações em que você tinha a intenção de ajudar outras pessoas, doando o seu tempo, as coisas não ocorreram como imaginava, dê tempo ao tempo. Aproveite o aprendizado. Todo segundo é uma oportunidade de aprendizado. Aprendizado é riqueza.
Jovem, estas são as minhas dicas. Dicas de um velho que gosta de suco, frutas picadas e pão na chapa. É hora de eu ir. Agora, vamos dar tempo ao tempo. Quem sabe possamos nos encontrar novamente, nunca se sabe. Existem muitas padarias nesta cidade grande e muitas pessoas precisando de uma companhia ao tomar o seu café.” O Senhorzinho sorriu, brincou com a atendente do caixa e seguiu seu caminho.
Ele pediu a atendente um papel e caneta e anotou:
“Estar presente é minha janela de tempo.”
2. Doar um tempo para outra pessoa.
“Compartilhar sempre o meu melhor.”
3. Dar tempo ao tempo.
“Compreender que tudo se transforma.”
Ele percebeu que havia ganhado um presente, que aquele Senhorzinho e suas dicas podiam fazer grande diferença em sua vida. Ele agradeceu a atendente pelo papel, caneta e o excelente atendimento. Voltou ao seu pequeno apartamento naquela tarde para realizar a primeira dica. Afinal, ele só queria aproveitar o feriado.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
ENCANTAMENTO E ENTENDIMENTO
Encantar é trazer para os passos da vida o ritmo da Natureza.
Não somente o ritmo dos facilitadores, mas de todos que tecem
Com carinho a metodologia que incentiva o estar inteiro.
Amor pelo aprendizado, amor pela partilha, amor pelo ensino.
Navegando pelos mares, construção do conhecimento, por vezes turbulento, outras vezes calmo.
Tocando os portos dos que convidam para o entendimento e
Abraçando, afofando as terras férteis, dispostas a receber algumas pequenas sementes.
Medida especifica para as aulas são planejadas, outras tantas surgem de maneira inesperada
E todos crescem, amadurecem, no desenvolvimento da pedagogia da cooperação.
Novamente me remete a sabedoria que a Natureza ensina em suas ações... de que
Tudo está interligado, do cosmo ao átomo – podemos no interno conectar as dimensões.
O que queremos dizer é que nossa metodologia é de
Encantamento e Entendimento – alimento para a mente e o coração!
Esclarecimento, conhecimento, experiências, e as referências pautadas ante a ação.
Numa malha lúdica, no exercício da escuta, pois a vida muda, mas não é muda...
Temos que aprender a escutar as falas representantes das transformações.
Ensino é arte, é aprendizado revisitado, contextualizado às novas interações.
No mundo encantado é como o sino, que chama para despertar o coração.
Duas palavras dançam, lembre-se, no ritmo desta integração: encantamento e entendimento...
Intuitiva e conscientemente podem gerar, não duvide uma silenciosa revolução.
Melhor viver se encantando com as coisas boas da vida - as tantas coisas por agradecer
E buscar entendimento, planejamento, ação consciente, melhor do que reclamar e se perder.
Na sabedoria dos Iroquois existe uma fala, muito preciosa, que compartilharemos com você:
Todos, sem exceção, somos condenados, condenados a sermos felizes!
O que mais podemos dizer? Encantamento e entendimento – façamos de nossa vida um feliz aprender!
Samuel Souza de Paula é escritor, consultor e palestrante. Estudioso do comportamento humano desenvolve trabalhos de integração entre corpo, mente e espírito. Apresentador do programa de entrevistas “Consciência Próspera” e co-apresentador do programa xamânico “Sinais de Fumaça”, ambos pela TV Biosegredo. Autor do livro “Pepitas de Amor: Mensagens para o Despertar da Consciência Próspera ”.
samuel.s.silva@bol.com.br
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Preciosidade da Vida

Olá,
Há quanto tempo você não se dedica a si mesmo? Há quanto tempo não tira um dia para agradecer a vida, simplesmente por estar vivo? Você realmente parou para sentir quantos presentes tem ganhado ou está 'a toda' no corre e corre do cotidiano?
Nesta semana fiz um experimento da abundância (em outra oportunidade falarei sobre alguns desafios conscienciais envolvidos). O desafio daquele dia consistia em doar um certo valor para um desconhecido.
Depois de dar três voltas no quarteirão e observando o corre-corre, encontro a pessoa que receberia aquele valor. Ela estava disposta mas não sem antes me fazer as seguintes perguntas: "Por que você me daria este dinheiro? O que você quer de mim? O que que eu faço com este dinheiro? Por que eu receberia? Por que eu?" Respondi com uma pergunta: "Por que não você a ser beneficiada com este valor?"
Nosso intuito em citar esta história é refletir no quanto está aberto a receber. Está disposto a deixar de ouvir os resmungões interiores (aquelas vozes negativas que cultivamos durante muito tempo e que nos coloca para baixo)? Qual seria sua reação se um desconhecido, do nada e de lugar nenhum oferecesse um certo valor em dinheiro?
Começamos falando em nossa mensagem de hoje sobre a disponibilidade em dar um tempo a nós mesmos. Quando não damos tempo para nós mesmos é bem provável que não enxergemos um presente chegando em nossas mãos (quem sabe alguém querendo doar um certo valor em dinheiro, ou um livro, algo importante para você, ou uma oportunidade). Independente do que seja, está aberto para receber?
É muito fácil ficar no corre-corre, sobreviver e 'matar o tempo' com coisas que não dão prazer em viver, ou melhor matar à nós mesmos tornando-se máquinas com ações e desculpas repetitivas. Henry David Thoreau escreveu: "Você não pode matar o tempo sem ferir a eternidade." Estar em harmonia com a eternidade é estar em harmonia com você.
Sim, mantenha os pés no chão pois é bom honrar a Terra por onde anda, mas tenha também conexão com algo superior aos seus afazeres, com seu estado de espírito. É saudável criar um espaço de tempo para estar com você mesmo. Sempre haverá novos desafios, como sempre há. Mas quando se cria espaço para a pausa, para o descanso, para agradecer, para apreciar os presentes que tem ganhado... lidar com os desafios torna-se viver o momento presente com eternidade, com alegria e sentir a preciosidade da vida.
Fique bem!
Grande abraço,
Samuel Souza de Paula
samuel.s.silva@bol.com.br
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Coração e Coração
Nossas mentes se recolhem na humildade,
Abrem-se as portas do coração e nossas almas se ajoelham,
Palavras silenciosas, benfazejas, inundam-nos e brilham!
Sem a existência de nenhuma língua,
Sem o culto de qualquer religião,
Sem qualquer que seja alguma restrição,
Simplesmente coração e coração.
A Terra torna-se o próprio templo,
Nós mesmos, o altar da evocação,
O templo é tomado pelo todo dourado,
O altar, a Luz de toda irradiação!
Sem a existência de qualquer medo,
Sem nenhum emblema de superioridade,
Sem algum receio de impossibilidade,
Sem nenhum apego à inferioridade.
É o giro profundo da grande oração,
É o mistério escondido na encantação,
É o vento soprando nas almas dos humanos,
É a vida vibrando, coração e coração!
- Samuel Souza de Paula -
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Pensamentos Partilhados: Janeiro/2010



sexta-feira, 13 de novembro de 2009
LIMPE SEU TELHADO MENTAL

Para a limpeza é necessário um certo cuidado, por que você sabe, estas telhas não são tão fortes para agüentar o peso de um corpo humano, assim é bom pisar nos locais certos. É bom saber onde estão as fortes vigas de sustentação e nunca, nunca pisar no meio da telha.
Numa manhã de quarta-feira, lá vai o jardineiro e carpinteiro levantar sua escada e subir no telhado. Às vezes ele canta, às vezes são os pássaros que canta pra ele – de verdade, não sei se ele escuta ou apenas se os sons passam pelos seus ouvidos.
Ele segue concentrado realizando o seu trabalho, com eficiência e precisão. Seu instrumento: uma vassoura; em alguns momentos somente as mãos.
Esta simples imagem da manhã me fez pensar: nosso corpo também é uma escola. Nele podemos aprender onde estão as tensões, os incômodos e as oportunidades de desenvolver a consciência e harmonia nos movimentos da vida. Temos muitos pensamentos e é aconselhável termos autocuidados, ternos cuidados, não pisar pesado no meio – e nem na gente mesmo, e ficar atentos para não nos afundarmos em crenças limitantes.
Lembro-me do que um velho amigo me dizia, com sua voz calorosa e presença de espírito: “Limpe sua cachola! Aprenda que a vida é uma escola e compreenda que o presente do silêncio é uma oportunidade de fazer história. Sossega, vai dar tudo certo, a solução não demora!” É verdade, tudo passa na temporaneidade da vida transitória enquanto surgem presentes de experiências na vida interna, quando estamos presentes nas passagens de nós mesmos e largamos o que não nos é mais útil e seguimos para um passo além e mais profundo.
Outro dia ouvi uma frase idêntica num filme, era mais ou menos assim: “Jogue fora o lixo mental! Esvazie a mente para estar presente!”, e esta é uma das buscas mais importante e um grande aprendizado. Por vezes tentamos colar e juntar folhas e mais folhas secas em nosso telhado, pensamentos e crenças limitantes, ultrapassadas. Como se déssemos significado ao lixo mental, pegamos muitas crenças limitantes e levamos com estimação.
É interessante fazemos uma faxina mental, largar aquilo que não nos serve mais. Reciclar nossos pensamentos. Talvez as folhas secas sejam produtivas, mas em outro lugar – como adubo e nutrição para o solo, por exemplo. Não mais na sua cabeça. Tente imaginar que, com o poder da sua intenção nas mãos e a vassoura do discernimento está limpando, como o jardineiro, todo o seu telhado.
Vai varrendo para fora da sua cabeça e do seu corpo tudo aquilo que o limita. Você pode fazer esta limpeza cantando ou deixar uma canção de fundo, relaxante e que goste, acompanhar você.
Enquanto vai retirando as folhas da preocupação, as cinzas do passado, aquilo que já não lhe serve mais, mantenha a confiança se apoiando nas vigas de sustentação do amor, da paz, da sabedoria e todos os valores que o sustenta como pessoa.
Faça isso pelo tempo que quiser, até sentir que seu telhado está limpo e seu corpo mais relaxado.
Aceitar os aprendizados é conscientizar-se da mudança e do tempo. O mundo muda a cada segundo, assim precisamos estar presentes a todo momento. Assim as telhas podem refletir a luz do sol, ajudar a manter o frescor da alma no interior da casa e acolher as novas e belas oportunidades da vida.
Fique bem!
Grande abraço,
Samuel Souza de Paula, espiritualista, consultor e palestrante. Coordenador da Roda de Cura Xamânica “Espírito de Gaia”. É estudioso do comportamento humano e desenvolve trabalhos de integração entre corpo, mente e espírito. Facilitador do curso Valores da Cultura Indígena na UMAPAZ - Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz. Pesquisador de técnicas ancestrais e modernas direcionadas ao crescimento pessoal. Possui formação Master em PNL – Programação Neurolingüística. É participante de Danças Xamânicas pela Paz, Danças Circulares Sagradas e de Grupos de Estudos e Assistência Espiritual.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
PERDÃO: UMA CONSCIÊNCIA AMOROSA

- Samuel Souza de Paula -
Vi-as além das dores que me mostravam, dos rancores que teimavam expor, e uma palavra surgiu como um mantra cheio de energia: “Perdão!”. Trazendo um sentido tão forte e inevitavelmente grandioso em meu peito, só pude traduzir como sendo pura compaixão... Como se uma nova luz surgisse além de tudo o que eu havia dito a eles e, reconhecendo isso, voltei minha atenção para mim e às minhas atitudes relacionadas ao perdão. Repassando os fatos, pude notar que, às vezes, perdoar foi fácil; outras vezes, o perdão foi uma escolha muito ousada. Mas, seja lá o tipo de escolha que eu tenha feito, esta ação sempre me levou a um coração em paz, sempre me deixou mais feliz e livre para me mover adiante.
Agora, quando digito estes escritos e olho diretamente nos olhos da menina Esther, de apenas quatro anos de idade, perguntando-me inocentemente: “Você é feliz?”, profundamente tocado, soltei um suspiro reconhecendo uma verdade interna: “Sim!”. Um sorriso parecia guiar nosso diálogo infantil. “Ah, eu sabia... Você dorme feliz igual a mim!” – disse ela toda contente, e me deu um desenho seu: era a nuvem que dorme feliz. Lembro-me agora da frase “tudo passa”, olhando o desenho da nuvem que passa dormindo feliz, que se dissolve no céu.
Uma ternura contínua se apossou da minha consciência; pude ver além das ilusões de meus olhos, apenas crianças: uma brincando de escrever e a outra de desenhar. E é tão bom brincar, é tão simples... Mas temos uma mente que ambiciona pensamentos e, então, num agrado, tento juntar a criança do agora com o ancião do amanhã – com carinho e perdão. Notando que, quando você sente que uma pessoa vê o próprio âmago do seu valor como ser humano, você não pode deixar de se sentir valioso. E o perdão é um sentido amplo do mais alto valor. Vamos refletir nestas linhas e levá-las para nossas vidas, escrevendo alegrias, amores e compaixão.
Você nem sempre tem o poder de mudar as circunstâncias, mas pode, no entanto, mudar sua maneira de reagir a elas. O teólogo e filósofo Paul Tilich escreveu: “O perdão é uma resposta, a resposta divina implícita na nossa existência” – é um deixar fluir inocente. “O perdão é o modo de tomar o que está quebrado e torná-lo inteiro. Ele toma os nossos corações partidos e os conserta, toma nossos corações aprisionados e os liberta; toma nossos corações maculados pela culpa e pela vergonha e os devolve à pureza original. O perdão devolve aos nossos corações a inocência que possuíamos – uma inocência que nos liberta para amar” – afirmou Robin Casarjian, em seu Livro do Perdão.
Perdoar não quer dizer reconhecer simplesmente que a outra pessoa está certa ou que está errada. Ensina, ao invés disso, que existe uma outra maneira de olhar para o mundo. É muito útil se perguntar: “Quero ter razão ou quero ser feliz?” E já te adianto que, às vezes, você não consegue as duas coisas ao mesmo tempo. Mas uma coisa é certa: nós somos responsáveis pelos nossos sentimentos.
Podemos, sim, ser chamados de co-criadores. Co-criadores de nossas próprias vidas. Está aí uma dádiva muitas vezes entregue em outras mãos: viver!
Existem muitas maneiras de se definir o perdão, que é muitas coisas. É uma decisão, uma atitude, um processo e um modo de vida. É algo que nós oferecemos aos outros e, às vezes, algo que aceitamos. Perdoar é uma escolha de “ver a luz ao invés do abajur”, como escreveu o Dr. Gerald Jampolsky. O interessante é ver a luz que ilumina o íntimo de cada um.
Muitas vezes, as fronteiras entre o perdão e a fuga são subjetivas e você encontrará a verdade da questão sendo completamente honesto consigo mesmo. Veja qual é a verdade para os seus sentimentos mais profundos e escute o seu coração.
Há uma história que fala de um coelho e um leão. O leão proclamava-se o rei dos animais, mas o coelho tinha lá suas dúvidas e indagou o porquê disso. “Eu sou o rei dos animais” – disse o leão – “porque tenho poderes especiais”. O coelho pensou por um instante e concluiu: “Eu também tenho poderes especiais: sou pequeno, mas tenho o poder de entrar em tudo o que quero. Olhe minhas orelhas: veja como elas são pontudas” – e abanou a ponta das orelhas.
O leão olhou desconfiado. “Veja, vou te mostrar” – continuou o coelho e, de repente, saltou por cima do leão gritando: “Alto demais!”
O leão, espantado, voltou-se para ver onde o coelho tinha ido, mas, antes que pudesse compreender o que tinha acontecido, o coelho correu de volta por baixo dele e exclamou: “Baixo demais!”
Devagarinho, o coelho virou-se para olhar o leão de frente e abanou a ponta das orelhas. Então o leão começou a dizer: “Ah, agora eu consigo ver...” Mas, antes que pudesse dar um passo... o leão fugiu correndo.
Freqüentemente, escolhemos fugir de um problema em vez de encará-lo honestamente. Todavia, ao fazer esta escolha, privamo-nos da oportunidade de crescer e de aprofundar nosso auto-conhecimento. Uma das lições preciosas e simples, tão bem compartilhada no xamanismo, é seguir o caminho do coração, reconhecendo ser este o melhor caminho. Numa certa cultura africana, uma saudação é comumente feita com a palavra “Sawabona”. Este cumprimento significa literalmente: “Eu o vejo”.
Lembro-me também da saudação indiana “Namastê”, que significa “O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você!” Ambas as práticas são chamadas pelo Dr. Gerald Jampolsky de sintonização “Pessoa-a-Pessoa”, que é quando você procura nos outros sinais de paz, gentileza e amor. Em outras palavras, ele explica que “nós procuramos a sua inocência e não a sua culpa. Nós os vemos com o nosso coração e não com noções preconcebidas”. E, como disse Goethe: “O que seria o mundo sem coração? Exatamente o mesmo que uma lanterna sem luz: Nada!”
O escritor e professor Hugh Prather diz que “O perdão não é algum ato fútil de florida auto-realização, mas sim o calmo reconhecimento de que, sob os nossos egos, somos todos exatamente iguais”.
Por favor, acompanhe o poema de Eva Pierrakos, descrito em seu livro “O Caminho da Autotransformação” falando do grande valor deste processo:
“Pelo caminho do sentimento da sua fraqueza está a sua força.
Pelo caminho do sentimento da sua dor está o seu prazer e alegria.
Pelo caminho do sentimento do seu medo está a sua segurança.
Pelo caminho do sentimento da sua solidão está a sua capacidade de realização, amor e companhia.
Pelo caminho do sentimento do seu desespero está a verdadeira e justificada esperança”.
Esta meditação remonta ao sentimento de amorosidade em sua vida, como Naomi Raiseller descreveu tão bem: “O amor não é mais e nem menos do que a expressão simples, honesta e natural da nossa totalidade, da nossa completa auto-aceitação. Mas, até podermos aceitar totalmente, sem julgamentos, tudo o que somos – nossos aparentes defeitos, assim como a nossa glória inata – o amor espera pacientemente por trás das frágeis ilusões do romance, ou então é confundido com um meio de troca e negociação, ou parece um vício e é vivido como uma necessidade constante.”
O perdão nos oferece a oportunidade de crescer e ir além dos arquétipos românticos limitados que fazem com que nos sintamos traídos e solitários. O perdão nos oferece maneiras de ser e de se relacionar que removem os obstáculos à presença do amor, carinho, amizade e devoção. Perdoar desperta uma disposição de trabalhar com tudo o que surge no relacionamento, porque nos capacita a nos relacionarmos com uma pessoa real e não com um ideal romântico.
Talvez você esteja cansado de perdoar: você não quer fazer isso de novo! Seja gentil consigo mesmo... Você tem o direito de estar cansado. Seja generoso consigo mesmo... Consiga apoio. Deixe que isso seja o certo, se for o que você sente neste momento. No entanto, saiba que continuar com raiva é muito mais exaustivo. Mesmo que o perdão tenha sido a coisa mais distante do seu pensamento, esteja disposto a abrir uma fresta para o perdão. E saiba que, a cada momento, você tem a oportunidade de escolher novamente o perdoar.
Olho novamente nos olhos da Esther me mostrando mais novidades artísticas e penso nas palavras de Pablo Casals sobre um questionamento abrangendo as crianças como elas são: “Quando irão ensinar às nossas crianças na escola o que elas realmente são? Nós devíamos dizer a cada uma delas: Você sabe quem você é? Você é uma maravilha! Você é única! No mundo inteiro não há ninguém como você. Em todos estes milhões de anos nunca houve uma criança como você. Olhe para o seu corpo: que maravilha! Suas pernas, seus braços, seus dedos hábeis, sua maneira de se mover! Você pode se tornar um Shakespeare, um Michelangelo, um Beethoven. Você pode se tornar qualquer coisa. Sim, você é uma maravilha!!!” – comprovando as palavras do poeta Rabidranath Tagore, que afirmou: “Cada criança recém-nascida traz a mensagem de que Deus não perdeu sua confiança no homem.”
Concluímos que todos nós somos uma forma de Deus se manifestar...
Como disse Sanat Khum Maat: “Permita que as fibras do perdão possam se espalhar numa linda abertura do coração. E seja leal a seus valores espirituais! Sejam iniciados do Amor!” Realizando uma verdadeira alquimia amorosa, desenvolvendo um amor profundo.
Sim! Existem momentos em que perdôo a todos nós. E é preciosamente nestes momentos que eu sei que o que acontece no lado de fora é secundário, e o que acontece do lado de dentro, como pude reconhecer, “é o verdadeiro show”. Nestes momentos eu confio. Acredito que as coisas acontecem como devem acontecer, como precisam acontecer, para o meu desenvolvimento espiritual. Dentro desta compreensão, ninguém é culpado e ninguém precisa ser perdoado.
Paz, Luz e Amor!
- Robin Casarjian -
Se você está guardando rancor e raiva em relação ao seu parceiro, pare e pense para saber se não está tendo nenhum ganho secundário.
Repare nas suas respostas às seguintes questões com uma consciência gentil, sem julgamentos:
Guardar rancores é uma maneira de provar que você está certo?
Continuar zangado é uma maneira de reforçar o fato de que o seu parceiro não merece ser amado?
Guardar rancor é uma maneira de controlar a situação?
Ou é uma maneira de manter uma ilusão de controle?
Guardar rancor é uma maneira de evitar a intimidade?
Ou é uma maneira de evitar sentimentos mais profundos de tristeza, desespero, dor, abandono e rejeição?
É uma maneira de ser ouvido?
É uma maneira de segurar ou de liberar?
É uma maneira de punir e de reagir?
É uma maneira de manter a posição de que o problema é do seu parceiro?
É uma maneira de manter a vida como ela é e evitar um grau de clareza que pode arriscar causar a mudança de que você tem medo?
Referências:
Amar é Libertar-se do Medo – Gerald Jampolsky – Ed. Fundação Peirópolis;
O Livro do Perdão – Robin Casarjian – Rocco;
Goodbye to Guilt – Gerald Jampolsky – Bantam Books.Você encontrará onze lições traduzidas deste livro no endereço eletrônico: www.cca.org.br/vivcuraatitudes_aculpa.html;
Perdão – A cura para todos os males – Gerald Jampolsky – Cultrix;
O Caminho da Autotransformação – Eva Pierrakos – Cultrix.
Samuel Souza de Paula, espiritualista, consultor e palestrante. Coordenador da Roda de Cura Xamânica “Espírito de Gaia”. É estudioso do comportamento humano e desenvolve trabalhos de integração entre corpo, mente e espírito. Facilitador do curso Valores da Cultura Indígena na UMAPAZ - Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz. Pesquisador de técnicas ancestrais e modernas direcionadas ao crescimento pessoal. Possui formação Master em PNL – Programação Neurolingüística. É participante de Danças Xamânicas pela Paz, Danças Circulares Sagradas e de Grupos de Estudos e Assistência Espiritual.






























