terça-feira, 22 de janeiro de 2008

REENCARNAÇÃO I e II

REENCARNAÇÃO

Forças energéticas fazem giros nos ciclos,
Minha mente parece voar...
Movimentos, pensamentos, sons, atividade, paz.
Com a segurança da própria alma, acordei!
E então o que farei?

E agora, e o compromisso premeditado?
E a realização que está no fato?
E as atitudes daquela vida?
Recriarei as glórias com outros passos?

Não tenho a genialidade do antes,
O presente torna-se novo,
A evolução trouxe outra face...

Recomeço brando, entusiasmado e firme.
Seguindo as visões do invisível,
As miragens do espírito,
As mensagens do espaço.

Caminho novo,
Os primeiros passos.

Volto aos antigos mistérios,
Movimento amor,
Movimento mágico.

Não perdi a ciência, por favor, entenda.
Resgatei a também parte visionária.
Deixando ser quem eu sou, agora,
Na síntese de meu passado.

Reafirmo que não sou o cérebro que matuta a sina,
Nem o corpo e seus esforços,
Nem mesmo estes e quaisquer outros atos.

Por nome, energias que co-criam.
Por parto, só mais outro retrato.
Por alma, consciência cósmica.
Por mistério, Neti Neti realizado.

Mais real ou imaginário,
Concreto ou abstrato.

Muita vida, amor e beleza, certeza!
Vem alegria! Vem cura! Vem bondade!
Realiza todos os princípios da grande fraternidade!

Estou aqui para ser!

Alma que toca o espaço,
Silêncio em riso largo,
Futuro pré-reencarnado.

As lições de outrora ficaram por aí,
Com esta reencarnação outro nome adquiri.
O bom vou fazer de novo, novo!
O não tão, mudanças, já me decidi!

A educação, senhores, é parte e outra vida.
O importante, usando o clichê moderno,
É ser total, é ser feliz.

Em nosso íntimo residem forças cósmicas,
Um gigantesco potencial de fazer
Desta vida, uma vida maravilhosa!

Quero registrar neste escritos meu profundo agradecimento:
Dr. eu não te esqueci, meu amigo, com você muito aprendi!
Lembra que te disse que reencarnaria por aqui?
É! Nas terras da síntese já dizia Ramatís.

Já está na hora, agora,
Vou deitar este corpo novo,
Vou voar com um novo corpo, ah...
E quem sabe eu os encontre por aí?


- Samuel Souza de Paula -
São Paulo, 30 de junho de 2005.

Neti Neti (do sânscrito): “Nem isto, nem aquilo!”; significa algo que sentimos, mas não conseguimos descrever com as palavras e nem entender só com o intelecto. É algo que não se entende com a mente, mas se compreende com o coração.







REEENCARNAÇÃO II

Existe tanto por fazer, uma infinidade de coisas por se cumprir, quantos e quantos projetos que prometi...
É! Os planejamentos tornam-se fatos na ação, as custas das meditações e na seqüência sutil do calado porvir.
Então, vamos tentando seguir além das realizações passageiras, dos mui revestimentos ilusórios de nossos ego-brincadeiras.
Lembrando o que a antiga mente já conduzia: As verdades e a transformação são todas residentes na própria realidade interna!

* * *

Não tenho como controlar essas lágrimas serenas que escorrem pela face e por minha alma.
Convivo com um corpo, co-autor desta vida, que deveras custa à obediência a luz da maravilhosa consciência.
Mesmo sendo irmãos gêmeos em energias, às vezes até dançam, tem dias que parecem ouvirem canções diferentes.
Consigo ver os momentos em que acontecem isto, certo que com os olhos-espírito, e com equilibrado sorriso!
Mais tardar, vem à atenção:
Que é hora de reconciliar, se superar, regenerar e expandir as ondas de energias!

* * *

Pois, o que irei fazer quando chegar o tempo de passar toda a minha vida em revista?
Não quero nem pensar que poderia ser melhor se tivesse feito mais e imaginasse que o restante era preguiça.
Vendo naquele grandioso telão da consciência fatos que não tem pause, que é todo play e muitas vezes até um replay, continuum.
Sabe, não dizer àquela palavra que poderia ser dita, que talvez não mudaria o mundo todo, mas salvaria uma vida?
Sabe, decidir-se por não dar tanto ouvido ao que os outros acham e seguir mais confiante naquilo que o coração sente?

* * *

Não posso fazer isso comigo, não pelos outros, nem por status, nem por nada disto ou daquilo, mas por mim mesmo.
Não posso calar minha alma, nem os mistérios que sigo, mesmo que ainda não saiba o que dizer e nem como o fazer.
Alguns ouvirão o “mim” das palavras e as mudarão, num certo ato sincero, por acreditarem em si próprios.
Outros criticarão tudo o que for dito, mas estou fazendo no momento o melhor que posso, e o sentimento é o que realmente sigo.

* * *

Tudo começa, obviamente, do início, do princípio.
Mas parece que o reconhecimento de algo,
Alguma coisa realmente bela, realmente mágica,
Só acontece quando estamos no meio desta.
Nem longe, nem perto, mas exatamente, nesta, na própria experiência.

* * *

Quando nós entendemos, estamos fazendo jus a uma capacidade de lembrar o passado.
Mas quando compreendemos, estamos atuando de forma global, inspirativa e intuitivamente na natureza da própria ação.
Em outras palavras, estamos sendo e fazendo, por meio, no meio, honesta e presentemente a vida.

* * *

Minha vida, assim como a de todos, não deve passar despercebida aos olhos do Todo.
Movimento já, exatamente deste ponto onde estou, e prossigo para um outro melhor lugar.
É a natureza evolutiva e inevitável! Que a cada segundo se supera! Que a cada milésimo se modifica!
Pelo simples prazer de ser diferente, incógnita, indecifrável, vivaz, intensamente bela!

* * *

Posso fechar os olhos e sentir uma certa luz brilhar sobre mim!
Posso caminhar pelo mundo e amá-lo, por amar a mim!
Posso fazer uma prece e ouvir por você – e você nunca saber, mas talvez poderá sentir!
Posso em silêncio juntar as palmas de meu coração e emanar pensamentos bons.
Posso no esconderijo de minhas lembranças encontrar todas as suas qualidades.
Posso tentar chegar às portas de seus ouvidos com minha voz amorosa.
Posso, como toda a alma, ser igualmente diferente!

* * *

Sim, porque eu não sou, mas ao mesmo tempo estou, neste mundo. E quer saber?
Eu como também você, podemos ser este mundo, e mais, não só apenas este.
Podemos ser muitos outros nas muitas moradas infinitas do Todo.
Tenho absoluta certeza disto!

* * *

Releio então a poesia e noto minha alma realizando categoricamente a própria esperança das palavras.
Alguma coisa num terno misto de misterioso e natural.
Algo que muito meditei, que só agora escrevi, e talvez falhamente.
Algo que realmente acredito, por que vivi, por sentir esta tal mudança dentro mim.

* * *

Compreendo que o tempo não passa de um joginho universal, apenas necessário para criar um certo clima para nossas vidas.
E aos poucos, paulatinamente, vou deixando as lembranças de minha atuação anterior e estando mais e mais presente nesta.
Quando por ocorrência magnânima compreenderei a totalidade das vidas numa incrível e indescritível festa cosmo-universal!


Paz, Luz, Amor e Ação!


- Samuel Souza de Paula -
São Paulo, 14 de julho de 2005.

sábado, 19 de janeiro de 2008

COMENTÁRIOS INUSITADOS

COMENTÁRIOS INUSITADOS


Estou em frente a um bar. Lá dentro, há várias pessoas jogando dominó, outras bebendo e fumando, e outras fazendo tudo isso ao mesmo tempo.

Estou do lado de fora, no ponto de ônibus, esperando o paraíso passar. Sim, o ônibus Metrô Paraíso costuma demorar um pouco.

Enquanto o ônibus não vem fico observando as pessoas passando na rua e imagino quais seriam as suas preocupações; seus semblantes transmitem, a uma certa distância, as suas melhores capacidades. Por onde andarão os seus pensamentos? Mas, o que acabo de dizer podem ser apenas pressuposições vistas por meus olhos, não posso dizer o que se passa no interior de cada um. E tudo o que vejo, realmente, são pressuposições. Por esse motivo, parei de pressupor e comecei a ouvir seus pensamentos transmitidos por suas bocas.

Duas pessoas na porta de um bar... Sentados em seus banquinhos, eram Dirceu e Seu Zé. Dois senhores aparentando seus cinqüenta anos. Mas sobre o que eles estariam conversando? O que eles estariam fazendo naquela manhã de terça, além de olhar para fora, ali, da porta de um bar?

Para minha surpresa, suas conversas iam além dos conhecimentos das bebidas e dos cigarros, e até das mulheres que normalmente se combinam com as cervejas. Nem eram aqueles papos recheados com as desilusões de suas vidas. Não, eles não tiraram aquela manhã para empobrecer mais e mais as suas aposentadorias se afogando em doses de autoculpa, eles estavam comentando experiências espirituais.

Sim, é o que estou dizendo, mesmo que eles queiram negar. Eles estavam refletindo, estavam pensando em coisas que muitas vezes são consideradas não convencionais. Estavam compartilhando seus sonhos de uma maneira bastante científica e bem humorada.

Falando nisso, ontem minha amiga Ana contou um relato muito interessante de um familiar seu. Um relato projetivo, em que seu parente, Eduardo, narrava uma experiência fora do corpo, a qual ele denominava "sonho mais forte" ou "um sonho mais real".

Hoje, Eduardo reside em São Paulo, mas anteriormente estava morando na cidade de Belém do Pará. Na noite em questão (27/03/05), ele havia saído do corpo e se dirigido a Belém do Pará para visitar os seus parentes.

Chegando lá, ele explicou a seus familiares que havia ido visitá-los. Seus familiares, por conseguinte, lhe responderam que ele teria sonhado, que aquilo não seria possível. Eduardo, com toda a certeza de seu estado vívido e lúcido, replicou que aquilo era sim possível!

E também fez lembrar a seus familiares que a Ana havia dito que aquilo chamava-se Projeção da Consciência. (Observação: A Ana não se lembra de ter conversado com o Eduardo sobre este assunto, pelo menos na vigília física).

Para provar aos seus familiares que aquilo era verdade, ele disse que ele iria voltar para São Paulo, e depois viria novamente visitá-los.

O que aconteceu foi que ele voltou realmente para o corpo, que estava em São Paulo, abriu os olhos. Novamente caiu no sono, e algum tempo depois ele estava novamente na cidade de seus familiares. Bom, ele encontrou seus familiares, mas eles continuaram não acreditando no que ele estava lhes dizendo... Pela manhã, ele despertou e contou sua experiência para Ana.
O interessante neste caso é que o próprio rapaz não acredita, pelo menos quando está no corpo, que tem essas experiências espirituais. Na verdade, há um certo preconceito quanto a esse assunto, mesmo porque sua opção religiosa é bastante restritiva.

Mas, mesmo assim, como análise podemos comprovar, também nas experiências alheias e comparativas às nossas, que é um fato absolutamente normal, humano, e que independe de qualquer linha religiosa, seja ela qual for.

Bom, estava dizendo anteriormente que tinha duas pessoas conversando na porta de um bar, Dirceu e Seu Zé, moradores do Parque São Lucas. Fiquei surpreso com seus comentários, que rodeavam o assunto das saídas do corpo, com uma maneira simples e descontraída.

Seu Zé relatou suas experiências em que respirava debaixo da água e conversava com pessoas que nunca tinha conhecido e que o chamavam para ir para um outro lugar. Ele contou várias experiências que se iniciavam sempre neste estado, sempre acordado em seus sonhos, debaixo da água. Seu amigo Dirceu disse que isso não era sonho que era um pesadelo! Nós caímos na risada...

Dirceu, então, contou uma experiência em que ele se sentia inflando, crescendo. Seu Zé relatou uma experiência em que ele passou pelo mesmo processo. Então, Dirceu complementou que dizem que quando isto acontece é por que estamos chegando mais perto do Homem lá em cima. Será que é verdade?! Caímos na risada novamente!

E rimos mais ainda quando Seu Zé comentou que provavelmente eram os chifres que estavam crescendo. E que para este caso seria interessante amarrá-los no queixo. Ele acabou desenvolvendo uma prática projetiva para aqueles que deixam que os outros coloquem coisas na sua cabeça. O negócio é rir.

Dirceu mais seriamente disse que pode ser o sétimo sentido! Pode ser uma coisa mística.

Às risadas, Seu Zé falou que sim, que eram os sete... os sete palmos pra baixo da terra.

O ônibus estava chegando e me despedi rindo destes últimos comentários!

O interessante que apreciei em seus relatos era a naturalidade em que foram ditos, e ainda mais na porta de um bar.

Todo ser humano é potencial de consciência cósmica. Poderemos comprovar isso quando deixarmos todos os preconceitos de lado. Não olhar só com nossos olhos, nem escutar com nosso ouvidos, mas os do próprio divino. Assim poderemos ver Deus em tudo!

Paz e Luz para você!


- Samuel Souza de Paula -
São Paulo, 29 de março de 2005.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

ENERGIA CÓSMICA - PARTE 3

Energia Cósmica - Parte 3
por Samuel Souza de Paula


Energia Consciencial

É a energia cósmica que a consciência absorve e emprega nas suas manifestações gerais, como explica o Prof. Wagner Borges: “Essa energia consciencial é chamada, em geral, de energia anímica ou magnetismo pessoal”, diz ele. Alguns autores nos informam, com grande exaltação, que o magnetismo pessoal constitui o mais precioso e duradouro de todos os bens.

Henri Durville explica que o magnetismo pessoal é “uma influência natural ou adquirida, que permite ao homem, como à mulher, atrair para sua consideração o interesse, a simpatia, a confiança, a amizade e o amor de seus semelhantes”. Algumas vezes essa energia é chamada de carisma, palavra que foi originalmente definida pelos gregos como ‘dom ou favor divino’, assim como o poder de curar e profetizar. “É uma certa qualidade de uma personalidade individual”, afirma o sociólogo Max Weber, “em virtude da qual esta é colocada à parte dos homens ordinários como dotada de poderes ou qualidades sobrenaturais, ou ao menos especificamente excepcionais”. O carisma é um fenômeno multifacetado. Nas figuras públicas assume muitas formas, cada qual dependendo de componentes variados.

Pensene

A qualidade da sua energia consciencial, o que emana por você, depende exclusivamente de seu Pensene (de Pensamento, Sentimentos e Energia). Afinal, a consciência é um somatório de tudo isso. “É preciso coragem para empreender mudanças na vida”, afirma Jamie Sams, escritora importante sobre xamanismo. “E todas as mudanças começam por uma decisão”.

O que denomina a qualidade da energia ou o que a qualifica diferentemente da energia cósmica (ou energia imanente) é a alteração individual causada pelo Pensene do indivíduo. “Ao ser metabolizada pela consciência”, conforme nos ensina Wagner Borges, “a energia cósmica deixa de ser impessoal e assume as características pessoais da criatura”.

Na realidade, vivemos imersos em um grande oceano de energias que se manifestam de diferentes formas e em diversos graus de densidade. A cada instante geramos Pensenes que são exteriorizados e vão se integrando a esse grande oceano de energias, juntando-se ao que Jung chamou de inconsciente coletivo. Sempre que pensamos temos um conteúdo emocional vinculado a esse pensamento. Portanto, liberamos uma determinada quantidade de energia embutida com esses pensamentos e sentimentos. Essa é a base do funcionamento do Pensene, neologismo criado por Waldo Vieira. Geramos Pensenes que são exteriorizados e vão se integrar ao grande oceano universal.

Isso remota a uma explicação passada recentemente, em uma projeção da consciência, por um xamã extrafísico que disse de modo figurativo: “Os pensamentos são como fogo. Os sentimentos são o calor das atitudes, a força invisível da brasa, a vontade de brilhar. A madeira é a realeza transmutada pelos espíritos pessoais. Cada expressão é um espírito. A queima total nada mais é do que a dissolução da fumaça no oceano do céu. Pensamentos, sentimentos e energias individuais são, na verdade, uma união com esse oceano cósmico. Tudo é vida dentro do Grande Espírito!”. Podemos dizer que nada existe fora Dele. Ele está em tudo!

A energia consciencial cria e mantém a saúde física e espiritual e também a possibilidade de realizar tarefas consideradas prodigiosas. “Devemos persuadir-nos de que, no domínio psíquico as mudanças e as transformações se fazem como as composições químicas, isto é, que nada se faz do nada, que nada se perde e que tudo se transforma”, conforme afirma Heitor Durville, no livro Magnetismo Pessoal.

Algumas pessoas se queixam de serem pegas por uma profunda fadiga, mesmo não tendo atividades físicas que possam acarretar tal fato. Segue um alerta para aqueles que escolheram trabalhar suas energias, desbloqueando-as e sentindo-se melhor: “Não basta dizer apenas com os lábios: eu quero! Convém que a vontade parta naturalmente dos processos mais fundos da consciência e que nasça de um vivo desejo de êxito”, recomenda Durville. “Que seja uma vontade calma, constante, uniforme; que, sem orgulho, mas nobre altivez, se tenha a maior confiança em seu próprio valor, na eficácia dos meios que se empregam e na certeza absoluta da vitória”. Faça, então, suas práticas espirituais com vontade, esforce-se e, por mais insignificante que possa parecer, notará com o tempo um traço duradouro da sua própria realização.

Mais uma vez repetimos: cada dia você escolhe entre continuar a ser como tem sido ou ser diferente. “Não importa como esteja neste momento”, conforme afirma Márcia Grad em seu livro sobre carisma. “Pode ter aquela ‘magia especial’ decidindo agora mesmo entre abraçá-la ou não fazer nada e deixá-la escapar. Você pode existir até o final de seus dias num mundo ordinário de sua própria criação, sempre se perguntando: ‘Isto é tudo o que há?’ Ou pode escolher o deleitoso senso da prática e o êxtase que advém de estar vibrante e plenamente vivo!”

Sinta-se cheio de energias de Paz, Amor e Luz!

Texto extraído do Boletim Informativo “Paz e Luz”, Ano I, Nº 07, páginas 16-19, publicação do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas.

ENERGIA CÓSMICA - PARTE 2

Energia Cósmica - Parte 2
por Samuel Souza de Paula - samuks@ig.com.br


Queremos compartilhar com você a seguinte analogia: numa aldeia de 100 habitantes, se 98 fossem daltônicos, só podemos supor que eles seriam bastante céticos com relação às descrições das duas pessoas restantes que conseguiam enxergar todo o espectro das cores prismáticas.

Os primeiros teriam provavelmente certeza de que esses dois indivíduos eram visionários, ou mentirosos, ou então simplesmente que tinham alucinações. Contudo, se depois de algum tempo, 20% dos habitantes começassem a ver todo o espectro, o restante talvez passasse a aceitar a possibilidade de que houvesse um fundo de verdade nos fatos, embora estivesse além das suas percepções... Assim como essa analogia, existe uma frase de Goethe fantástica: “O que quer que você possa fazer ou sonha que o possa, faça-o. Comece já!”. O inovador, amigo, é ser novo a cada dia. Você tem que trabalhar, todos os dias, as suas energias. Expandi-las, melhorá-las, pois, como você irá notar nessa pequena exposição, elas são transformadas por você.

A prática constante lhe proporcionará se tornar um perito em ficar bem, interagindo no mundo e ao mesmo tempo em sua própria luz. Cada vez mais os cientistas estão fazendo descobertas (ou redescobertas) e sendo apresentadas teorias surpreendentes a respeito da natureza do nosso universo, que antes parecia pura ficção, “coisas místicas” visionárias e mentirosas, inaceitáveis para os meios acadêmicos.

Hoje, o universo físico vem sendo substituído pelo conceito de universo energético. A psicologia moderna vem abrindo espaços para uma visão cada vez mais aberta dos elementos transcendentes aos sentidos comuns do ser humano. Aprendemos com Einstein e sua teoria da relatividade a conceituação de que “Tudo é energia”, em diferentes graus de densidade. Existem muitos estudos voltados para a saúde energética. Podemos representar essa saúde como sendo um equilíbrio entre a energia imanente do universo e a que compõe o ser, a chamada energia consciencial. Não é difícil notar que todos se interagem. A intenção harmoniosa é reflexo de uma saúde energética, em seus diversos graus de consciência... Leve essa reflexão também para os componentes de seu corpo físico... suas células e órgãos. Então, você verá muitas cores do espectro e adicionará várias ferramentas para um colorido em sua vida.

Luz no Caminho

Agora, se por um lado, aceitam-se muitas teorias, por outro, você poderá se perguntar: e a parte prática? Pode-se reconhecer no papel que tudo é luz. Mas o que podemos fazer para experienciá-la em nós mesmos? Voltemos nossas reflexões para a bioenergia. Por ironia do destino, muitos de seus exercícios – podem notar os historiadores – eram realizados por civilizações antigas, como práticas espirituais e, porque não dizer, religiosas. Isso independentemente de tomos teóricos e às vezes, sim, por pura fé. Ademais é a certeza de que funcionavam, atingiam seu determinado fim, tanto sendo a saúde ou a inspiração, quanto a criatividade...

Queremos somar a esses escritos um exercício de visualização criativa, bastante simples, que acabamos de fazer, inspirado pelo livro “O Canto da Vida” do espírito Delfos. Segue inicialmente sua reflexão a uma estrofe de Luz no Caminho.

“Mata todo o sentimento de separatismo. No entanto, conserva-te só e isolado, porque nada do que é corporificado, nada do que tem sentimento de separatismo, nada do que esteja fora do Eterno pode vir em teu auxílio”.

“É verdade que és uno com todos os seres. É verdade que não caminhas isolado das criaturas de Deus, mas também é certo que tua evolução é só tua. Quando caminhas, impeles outros a caminharem contigo e, por sua vez, outros, quando caminham, te impelem a caminhar com eles; no entanto, se é verdade que vos impelis uns aos outros a caminhar, também é certo que jamais podereis compelir uns aos outros a fazê-lo. Impelir é estimular, compelir é arrastar. As experiências que vives podem fazer-te produzir frutos sazonados que alimentarão os outros, todavia é impossível comunicar aos outros a tua própria experiência. Não dependas deles para crescer, não te apegues ao exterior, coisas ou pessoas para seres feliz. Sê feliz com a felicidade que dependa de ti. Sê feliz com a felicidade que possa ser construída por ti”.

Volte sua atenção, agora, para seu Templo Interno. Vá com calma: entre nele com todo o cuidado, com passos leves e sagrados. Você está agora dentro de seu templo. De olhos fechados, você profere uma prece, sua própria, cheia de amor. Você preenche o seu templo de amor. Pode convidar seres que trilham no anonimato nas mesmas sintonias. Em silêncio eles o visitam. Deixe seu coração expandir-se, eleve o altar de seus sentimentos com esses seres invisíveis. Receba a visita dos cristos, budas, devas... Sinta-os em seu templo interno, emanando as luzes e a impelir paz, amor, compaixão. Seja carinhoso e leve uma pessoa que você sabe que está precisando de alguma ajuda para receber essa luz, a cura. Compartilhe a presença desses seres maravilhosos, junto aos quais todos se banham em sentimentos. Deus se fez presente! Fique bem!

Volte lentamente da sua experiência colorida e viva. Como dissemos, super-simples de fazer, não é? Com o tempo você vai perceber e até criar uma grande variedade de práticas para entrar em seu templo e admirá-lo. Até chegar o ponto de não necessitar de nenhum recurso, porque você é ele próprio. Por enquanto, deixe sua intuição leva-lo. Então, acontecerão coisas surpreendentes!

Texto extraído do Boletim Informativo “Paz e Luz”, Ano I, Nº 07, páginas 16-19, publicação do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas.

ENERGIA CÓSMICA - PARTE 1

Energia Cósmica - Parte 1
por Samuel Souza de Paula

Esses conhecimentos foram absorvidos do curso Bioenergia, Aura e Chacras desenvolvido pelo Profº Wagner Borges. Nesta primeira parte, abordaremos o tema “Energia Imanente”. O enfoque principal dessa exposição é a importância e os benefícios absorvidos conscientemente pelos seres humanos nas práticas de sintonização com a energia primordial, beneficiando o desenvolvimento de partes energéticas estagnadas no sentido de ampliar a criatividade espiritual.

Energia Imanente

Um ser humano, disse Albert Einstein, é uma parte deste todo que chamamos de universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência.

Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e reservando a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas da gente. Ele também nos incentiva a rompermos essas amarras ilusórias e restritivas com o seguinte conselho: “O ser humano deve se libertar da prisão e ampliar o círculo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”. Portanto, trabalhar com as energias é uma forma de expansão, uma maneira de estar ligado ao Todo.

Essa Energia Cósmica (kosmo, grego = ordem universal) é o princípio vital que interpenetra e nutre todas coisas no universo interdimensional, segundo Wagner Borges. “Na verdade, Einstein parece que partiu desse princípio quando demonstrou a substancial identidade entre a energia e a matéria e a possibilidade de transformar uma em outra. Matéria é energia em estado de condensação. Energia é matéria em estado radiante”, avalia ele.

Allan Kardec, codificador do espiritismo, denominava essa energia de Fluido Cósmico. André Luiz, um dos mentores de Chico Xavier, comenta em seu livro “Evolução em Dois Mundos” que o Fluido Cósmico é o plasma divino, hausto do Criador, força nervosa do Todo-Sábio. “Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano. O Fluido Cósmico é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza”, escreveu ele. O autor afirma, em outras palavras, que tudo é Luz!

Helena P. Blavatsky empregava “Luz Astral” em seu extenso vocabulário. A Luz Astral, como apregoou o ocultista francês Stanislas de Guaita, é o suporte hiperfísico do universo sensível. E acrescenta chamando-a de “Luz Secreta de Alma Cósmica”. Os índios Kahuna do Havaí a chamaram de “Mana”. Hermes Trismegistos, hierofante egípcio, chamou-a de Telesma.

A palavra energia é derivada do grego “energes” (ativo) que, por sua vez, deriva de “ergon” (obra). Logo, etimologicamente, a palavra significa “atividade”, “movimento”. A palavra “prana” (energia na Índia, pátria original do Yoga) é derivada do sânscrito: “pra” = para fora, e “na” = respirar, mover-se, viver. Logo, o significado é “sopro ou energia vital”. Na China, a palavra é conhecida como “chi”. No Japão como “ki”.

De acordo com Borges, as energias que os seres vivos absorvem e metabolizam são provenientes de fontes variadas como o sol, o espaço infinito, o próprio planeta. Sobre o Sol, o Mestre Aivanhov ensina que é a fonte única, inesgotável, de onde corre toda a energia, de onde provém todos os bens e todos os conhecimentos. “O Sol é o símbolo mais perfeito de Deus, do Criador”, diz o sábio búlgaro.

As palavras de René Guénon são bastante inspiradoras para a meditação: “A irradiação do sol espiritual é o verdadeiro coração do mundo”. As prédicas de Jesus são ainda mais profundas: “Vós sois a Luz do mundo. Não se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e ela ilumina a todos os que se encontram na casa. Assim, brilhe também a vossa Luz diante dos homens para que vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Ele mesmo em sua glorificação e expansão disse: “Eu sou a Luz do mundo!” E muitos não o compreenderam.

Estamos envoltos por energias, assim como acontece com todo o universo. “Imaginemos o universo inteiro cheio de uma imensa torrente de vívida luz que com determinado propósito fluísse irresistível e estivesse enormemente concentrada, mas absolutamente sem esforço nem violência”, instruiu C. W. Leadbeater. Assim escreveu o poeta Goethe sobre a Luz e nas entrelinhas deixou um conselho para meditarem na luz, fonte de toda a inspiração:

“A Luz e o espírito
Que reinam,
Uma, no universo físico,
O outro, no universo moral,
São as mais altas energias indivisíveis
Que podem ser pensadas.”

Os ocultistas orientais dividiram essas energias em três grupos distintos, facilitando a didática:
1. Fohat (eletricidade): energia conversível em calor, luz, som, movimento, etc.;
2. Prana (vitalidade): energia integrante que coordenava as moléculas físicas e as reúne num organismo definido;
3. Kundalini (fogo serpentino): energia primária, estruturadora das formas e proveniente do centro do planeta.

A energia imanente, primária e original é uma energia não alterada nem processada por outras consciências mais complexas como no caso de animais e seres humanos. Pode-se apresentar na forma de: energia imanente extrafísica – existente em outros planos; cosmoenergia – energia do espaço interestelar ou do espaço físico; aeroenergia ou energia aérea – energia da atmosfera; geoenergia ou energia telúrica – energia proveniente da Terra; energia ígnea – proveniente do fogo; hidroenergia ou energia aquática – energia proveniente da água em suas várias formas e fontes naturais; fitoenergia – energia dos vegetais. Quando a energia imanente entra no ser humano, é chamada de energia consciencial.

Prática Meditativa

Existem práticas simples e que são capazes de trazer magnitude e expansão. A própria contemplação das galáxias e das estrelas. Não precisamos ter um telescópio caríssimo para isso. Basta você usar o telescópio de sua imaginação que é mais potente do que qualquer artefato físico. Sente-se confortavelmente e relaxe. Adicione seus melhores sentimentos e sintonizado com algo superior, visualize, atentamente, uma galáxia dentro de você, no céu do seu coração. Ela vai girando e se expandindo no mesmo ritmo das galáxias universais. Fique assim por um tempo e deixe que o próprio exercício o faça expandir. Fique bem!

Texto extraído do Boletim Informativo “Paz e Luz”, Ano I, Nº 06, páginas 14-15, publicação do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Versos Passados – Presentes Luminosos

Versos Passados – Presentes Luminosos

Apaixonando-se pela Vida




Poderia ser você,
Entre as gotas de chuva cadente,
E as festas solares renitentes.
A olhar meu semblante rendido!
Em justas palmas oceânicas,
Na ternura... Inflando-se!
Num corpo... Tão planeta!
Tão estrela! Extra-humano!
Ido mais, na quietude!E alma felicita...
Sentir o toque, doce carinho,
Da donzela, a beira face!

Poderia,
Entre uma tempestade de espinhos,
Nenhuma gota da seiva vital ser desperdiçada!
Cativa... Menina... Extasiada!
Poderia,
No ribombar desta “vida”,
Sorver em teus lábios suculentos o néctar dos deuses,
E cantar em ti mil línguas!

Calaria,
Por já ter realizado,
Todas as batidas de um coração!

Sumiria,
Por não mais necessário,
Todas as formas e esboços,
Num só grão.

Trilharia,
Por caminhos invisíveis,
Os palácios da compaixão!
Neste eterno momento
Onde fazemos Um em beijos.

Não mais cobiçaria,
Por já ter roubado o teu agrado.
Que sorrindo, resplandece todo o estrelado.
Pintando o Universo, complexo e delicado.

Linda menina,
Encantadora de almas!Suas palavras silenciosas intensificam minhas visões!Seus gestos e apontamentos aumentam minhas buscas.
Faço tudo o que quiseres, aceito, contanto que “sejas”!

Seus olhos inspiram mundos de poesia.
Suas saliências transmitem um jogo divino.
Sua dança engana qualquer tempo.
Ludibriando até Maya, com seu profundo amor,
Em doces acalentos!

Ah minha querida,
Que surrupia e recria vida!
Suplantando por terra todos os charmes,
E tentativas de outras conquistas,
Tendo em si um só amor!

Nunca me esquecerei,
De sua presença em mim,
Entrelaçada entre o que eu sou
E o que acredito querer ser.
Sempre lembrarei do fogo do seu coração!
Essa chama que todo o poeta transmite com grande emoção!
Essa troca de fluidos vitalícios e cósmicos!
Esse seu jeito de parar o Universo, o céu, os movimentos, os astros!
Rendendo homenagem à Princesa,
Coração que abriga tudo e é todo espaço!

(Esses escritos são dedicados carinhosamente a esta menina que chamamos Vida!)

Samuel Souza de Paula
samuel.s.silva@bol.com.br

Nota: Maya (do sânscrito), ilusão.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

ENTRANDO NO TÚNEL DE LUZ!

ENTRANDO NO TÚNEL DE LUZ!
(Passagem Luminosa)


Agora você sabe o que está acontecendo. Está sentindo?

Querida, já passou o seu tempo aqui, agora é hora de seguir...

Vá confiante, com toda a inocência, afinal, não tem erro.

Deixe-se levar, solte-se em espírito, conduzida a um belo jardim, seu paraíso.
Abra as janelas e as asas de seu coração, e voe suave, irmã.

Os seus olhos espirituais fitam imagens: parecem sonhos, mundos, brilhos...

Vá, por favor, entre na luz, pegue o próximo túnel estelar!

O amor é o condutor maior da nau ao Ser Supremo, ao Mundo Espiritual.

Passe pelo túnel de luz e seja feliz!

Vá, amiga, já deixou uma parte sua aqui, em meu coração!

No lugar onde tudo pode ser guardado, onde posso ver, tocar, sentir e reviver meu amor por você. No espaço secreto, onde não existe tempo, nem morte alguma, onde tudo é vida pura.

Vá, minha irmã, pois sempre estará aqui, em meu coração, em amor e vida!

Agora, durma um pouquinho... posso ver você feito anjo no colo de Deus!

Sinta um vento sereno, por dentro e por fora, ele é Luz!

Que sensação maravilhosa! Tem tudo o que sempre quis!

Seja feliz!



P.S.: Esses escritos são dedicados à Vera Murcia, que há pouco entrou no túnel de luz, e assim me inspirou.

Samuel Souza de Paula
samuel.s.silva@bol.com.br
SP. 03 de outubro de 2005

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A MENINA CRISTALINA E A CRIANÇA-SOL

A MENINA CRISTALINA E A CRIANÇA-SOL
(Uma História Xamânica)


O velho Xamã era muito conhecido por contar antigas histórias.

Certo dia ele veio fazer uma visita!

Voou com a águia e pousou no meio de um trabalho de doação de energia.

Suas histórias eram sempre irresistíveis, seu povo já dizia. Eram como o desjejum matinal, aquele alimento que fazia o dia prosseguir. Que alimentava a alma do guerreiro, que nutria a alma das crianças e trazia a reflexão do equilíbrio de todos.

Ele avisava que aqueles que estivessem com os ouvidos atentos poderiam até voar com o vento.

Cada um ali presente, com sua curiosa simplicidade, fitava profundamente os olhos do velho xamã.

Ele, por sua vez, mirava na direção do Sol com um sorriso no rosto, como se a esperar que as histórias brotassem de seus lábios, como uma flor, paulatina e belamente.

A roda estava feita, só esperando a novidade vinda das sabedorias das estrelas.

O contador inspirou o ar profundamente, e nutriu seu semblante envelhecido e brilhante, como que já possuído pelo espírito, sem ao menos começar a falar. Sim, próprio daqueles que sabem ouvir!

Um silêncio tomava conta daquele momento, como que a aguardar a chegada de uma alma. E todos já sabiam, cada história tem uma alma. A expectativa tomava conta de todo o ambiente... Em meio à parada dos corações, quando na entrada num mundo sem tempo, o velho Xamã disse:

- Vou lhes contar uma história!

As crianças e todos os que estavam ouvindo aprumaram-se, ajeitando-se como se fossem fazer uma viagem há muito esperada.

“Há muito tempo...”, começou com voz rouca o velho Xamã, “contava-se uma história que falava da escuridão desta aldeia, pois todos os seus habitantes estavam ficando doentes... Os chefes já pressentiam o perigo iminente de não haver posteridade. Não haveria mais contador de histórias, nem histórias para serem contadas.

Os espíritos daqueles habitantes estavam perdidos, e em busca de si mesmo. Até as crianças não sorriam mais.

O Xamã, que era o mais instruído da aldeia, realizou todos os ritos que sabia, todas as orações que havia aprendido. Mas ainda assim um manto escuro cobria aquela gente.

“Havia de ocorrer uma mudança”, afirmava o Xamã no meio daquela história. “Pois, nada que está no Grande Espírito é parado, e tudo está no Grande Espírito!”

Ninguém sabia, mas um pequenino espírito cristalino entrou num corpo de criança. Sua mãe, em lágrimas, fez seu último pedido aos guardiões do céu. Desejou que sua filha fosse feliz! Num último suspiro ela se encaminhou para o mundo espiritual, ainda com os olhos fitando a criança que acabava de nascer.

Ela se chamaria Menina Cristalina.

Ela era diferente, todos já haviam notado, mesmo nos primeiros dias.

Seu pai, pouco tempo depois, também fez a passagem. Então, ela ficou aos cuidados da Anciã da aldeia, que era a própria compaixão em pessoa. Uma das poucas que não havia se perdido. Era a irmã carinhosa da Senhora Esperança.

O tempo passou, mas a doença continuava a assolar aquela aldeia e todo aquele povo. Ninguém conseguia entender por que não existia mais o fogo de outrora, a dança da união das tribos, e o brilho dos dias. Eram tantos doentes, aparentando estarem numa inércia de zumbis, bonecos de tristezas, todos sem vida!

Ao completar seus sete anos, a Menina Cristalina, de cujos lábios nunca houvera saído uma só palavra, encaminhou-se para o alto da Montanha da Entrega.

- Suas pernas podem ser curtas, mas elas acompanham o corpo. De sua boca pode não ter saído uma palavra, mas sua alma é grandiosa, tenho certeza disso. E é isso o que causa tanta estranheza! - dizia a Anciã, quando o povo perguntava sobre a natureza de ser daquela menina.

Chegando no alto da Montanha da Entrega, sua primeira voz foi ouvida. Era uma mensagem direcionada especialmente para a grande águia. A Menina Cristalina pedia, com carinho, para que a grande águia partisse imediatamente em direção ao centro do Sol.

A águia, que nunca havia tentado isso antes, pois só voava na atmosfera terrestre, achou aquele pedido muito estranho, pois já havia sentido na pele, ou melhor, nas penas, um calor quase insuportável naqueles dias quentes de verão, aqui mesmo na Terra. Imaginem qual seria o resultado de ir até o centro do Sol. Torraria a medida em que se aproximasse dos potentes raios. Mas, como todo mistério, alguma coisa em seu interior evitava a recusa do pedido daquela criança.

Seguiu em direção ao Sol, numa coragem inocente, pois sabia que era a única que podia encará-lo de frente. E a Menina Cristalina parecia também o saber, pois seus olhos a acompanhavam com um brilho, até os limites de sua visão.

Para surpresa de toda a aldeia, dias depois, a grande águia voltou sã e salva. A Menina Cristalina havia permanecido no alto da montanha por três noites e três dias fazendo suas preces. Entre suas garras, a vitoriosa águia trazia uma esfera dourada - o filho do próprio Sol.

A Cristalina pediu que levasse a Criança-Sol para o mais alto ponto e a soltasse no meio da aldeia. Mais uma vez a águia achou estranho. Tinha se esforçado tanto para ir até o Sol e trazer aquele brilho magnífico... Para agora jogá-lo do alto, numa morte certeira.

Mas, mesmo assim, a águia o fez. Há coisas que parecem inevitáveis, mas são as certas.

Antes que aquele globo solar caísse no chão e se espatifasse, a Menina soltou um canto nunca antes ouvido. Se as pessoas da aldeia já estavam espantadas por ver aquela criança, antes tão muda, falar, imaginem qual a surpresa quando a ouviram cantar!

E tenho que dizer que era um canto mágico! Um canto que fazia inveja até aos Devas da música! Próprio daqueles que ficam por muito tempo em silêncio e sabem exatamente o que dizer!

A bola dourada trazida do Sol pela águia começou a subir, subir, subir... Parou na distância do teto da Terra. Neste momento todos já estavam maravilhados. Foi aí que a Cristalina cessou seu canto e disse:

- Vou me juntar à Criança-Sol, porque ela me convida! Farei está viagem inevitável, mas residirei na cura. Não se preocupem comigo! Estarei junto a vocês! Vocês verão!

A Menina foi suspensa do chão e levada pela grande águia ao encontro da Criança-Sol! O encontro foi marcado com um abraço, como se ambas se reconhecessem. Fitaram olho a olho seus brilhos, e sabiam que tinham um destino a cumprir. Seguiam uma essência que eram elas próprias!

Enquanto isso, a águia seguiu seu vôo em direção a outras colinas... Mas mesmo de longe acompanhava o início da dança que fazia a Menina Cristalina e a Criança-Sol!

Aquela dança encantava todas as partes da Terra. Todos os que olhavam para o céu poderiam ver aquele espetáculo mágico! O brilho era tamanho e a rapidez era tanta, que chegou um momento em que só era possível ver riscos luminosos no céu! E no ápice daquela dança de sentimentos...

Uma explosão!

O cristalino e o dourado romperam-se numa chuva de fogo! A chuva era tão forte, tão intensa e mágica que ninguém poderia correr dela. O mais incrível disso tudo era que aquelas gotas em chama penetravam todos os corpos e se alojavam exatamente no coração de cada um, de cada ser humano, de cada ser vivo!

Era o próprio espírito de vida, era o que faltava para a cura.

A chama agora voltava ao coração!

Todos podiam ver em suas faces, era a presença da alegria!”

Assim terminou a curta história do velho Xamã!

- Gostaram?! – perguntou o contador.

- Sim! - responderam os atentos ouvintes.

- Então - continuou lentamente o velho Xamã - quando seus espíritos estiverem correndo de vocês, quando estiverem tristes... Lembrem-se que existe uma chama que brinca, dançando em seus corações! Ela realiza as brincadeiras da Menina Cristalina e da Criança-Sol! Elas estão em seus corações!

- Mas como saberemos que isto é verdade? – perguntou um curioso ouvinte.

- Para que se lembrem, mais facilmente, coloquem a mão em seu cardíaco e sintam a alegria que aí acontece! Sintam o calor! Sintam a magia dessas crianças interiores! Sintam o pulsar do amor! Só isso!

Todos então colocaram a mão em seus cardíacos a conselho do velho contador.

Estavam presentes! E sentiram carinhosamente uma forte alegria!

Todos sorriam!

Alguns conseguiram até ver a dança daquelas crianças. E descobriram um outro portal mágico para o contato com reino dos devas, mas isto é uma outra história...


Esses escritos são dedicados ao amigo espiritual Ancião das Estrelas.
Que continue contando suas histórias e ensinando nos sonhos de toda gente,
Que suas energias possam tocar os tambores do coração,
Que o calor de sua voz possa encontrar outros ouvidos,
Que sua presença possa inspirar outros contadores de histórias,
Que estas histórias possam dar um toque especial na história pessoal de cada um, contada pelo Grande Espírito!
Sim, Aquele que conhece todas as histórias!
Que o vento leve em todas as direções:
Paz, Luz, Alegria e Amor!

- Samuel Souza de Paula -
São Paulo, 23 de abril de 2005.

sábado, 5 de janeiro de 2008

A VIDA É COMO A FÊNIX... TRANSFORMAÇÃO!

Por favor, se possível escute uma bela canção.

Deixe livre seu coração e saiba que tudo passa.

Os olhos renovam seu brilho, como outrora criança-menino, na curiosa primeira ação.

Idéias ondulam mudanças num mar de dentro refletindo o brilho infinito do azul-céu.

Grande Espírito, mistérios, renovação.

Tudo o que os olhos-mundo vêem, amigo, são miragens. Pode ir ao longe, mas perde-se, desvanece. Não você, por ser plena transformação!

Pode um dia voar alto nas asas de um pássaro transcendental e no outro rastejar com os vermes nas lavras de um vulcão de emoção.

Pode num dia acaba-se em lágrimas e no outro dançar com as fabulosas risadas; por ser humano e por tudo isso, de alguma forma, ser bom.

Mas tenha a certeza de que em você atua a essência da fênix, que é renascimento constante nos ciclos da vida, na força e no poder da eterna regeneração.

O que a fênix ensina amigo?

Tudo passa! Você é transformação!

O humano segue suas buscas em pequenos passos, recriando caminhos, sonhos, mundos.

As sombras desafiadoras procuram esconder os mapas do tesouro na mata fechada da lida diária.

Mas, as luzes de dentro são as jóias-sementes de Deus que vibram o “vir a ser” em plena atuação.

Então, lembre-se sempre: Tudo passa! Você é transformação!

A vida é como a fênix, amigo, ressurgindo no inesperado para “ser” outra vez, novo.

E que a novidade possa estar presente, mostrar todas as luzes em você, ao redor e à frente.

Que os olhos flamejantes do espírito possam guiar com discernimento suas melhores escolhas.

Que possa aceitar as suas novas possibilidades de crescimento e evolução e que elas sejam realmente surpreendentes.

Lembre-se: Você é transformação!

Samuel Souza de Paula
samuel.s.silva@bol.com.br