quinta-feira, 30 de junho de 2011

061: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

UNA VISÃO



Senti, senti como se meu coração estivesse em chamas, meu olhar parecia como de um animal perseguindo sua presa, minha alma como que arrebatada. Não saberia dizer quanto tempo fiquei parado contemplando aquela visão. Algumas belezas misteriosas do mundo espiritual trazem encantos outras um alerta para a transformação. Os sábios sempre afirmavam em suas iniciações a importância do discernimento e outro mais para o estar atento ao seu momento. Era assim que ele ensinava.

Se você pode compreender e se identificar com a essência da pedra, estar atento, ela se tornaria sua irmã e traria o poder de transformá-lo quando necessário em características peculiar de uma pedra. Eu parecia uma pedra, fincada na firmeza da terra com um conhecimento que me possuía, mas que era compreendido em outra língua. As palavras eram de mistérios e parecia que apenas as pedras é que me ouvia.

Lembrei da sabedoria daqueles que tinha alma celta, dos círculos de amor, poder e magia. Como o farfalhar dos pensamentos podem viajar além dos tempos e tocar com essência a essência que nos anima. Amizade pelas forças que me nutria, sustentava, reativava nos momentos de fraqueza, que relembrava os propósitos de minha vida.

Meus olhos agora era fogo, meu corpo era calor intenso e minha vida era um mero sentido mergulhado em outros tantos sentidos no reflexo dos espelhos. Para me recompor nas situações presentes era preciso a energia da pedra, centrada. Firmeza de idéias, atitude e propósitos. Estar presente no momento é magia.

Cada um tem o seu momento e a vida, a vida é um show de descobertas, assombros. As visões nos visitam a todo instante, as pessoas como espelhos mostram as sinalizações que podem nos fazer transcender o tempo e o tempo os movimentos que caminha nossa evolução.

O que você veria se seu coração estivesse vibrando com a força de dez leões?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Guardian of the sacred Stones – Charles Frizzell
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

060: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


Compreendo suas dores, suas lutas e guerras, internas e externas.

Aquiete, aquiete um pouco seus demônios, deixe que falem e depois que calem.

Pois o não entendimento da força mágica é perdição nas amarguras da massa.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Abi's Shell – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

terça-feira, 28 de junho de 2011

059: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


Continuamente relembrando.

Bem vindo, bem vindo ao “grover”.

Retire os sapatos, botas e armaduras.

Vista-se com os tecidos da brancura, alva verdade.

Por favor, neste círculo cultive a ternura da antiga luz que te chama, em respeito, amorosidade e dança.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Voyage to Murrlis – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

segunda-feira, 27 de junho de 2011

058: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

PALAVRAS RENOVADAS





Gratidão por visitar este espaço de inspiração e por ter tempo para reaprendermos os processos naturais da espiritualidade. Esta decisão em volta das “365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano” me enche de alegria, entusiasmo. Como todo conteúdo xamânico ele é fruto de experiências, do sentir, do vivenciar.

Hoje quero dizer que cresci em um ambiente típico da periferia de São Paulo, com diversas dificuldades. Vivi minha infância com região de mata há alguns quilômetros de casa. Próximo existia uma reserva indígena na “terra dos padres”, lembro das aventuras e os perigos que os adultos falavam que encontraria se tentasse ver os índios. Talvez por isso uma das alegres graças da infância era se emprenhar na mata e observá-los em seus afazeres sem que percebessem.

Uma noite após uma dessas idas à “terra dos padres” sonhei. Sonhei que um índio conversava comigo no telhado da minha casa. Não estava pintado, nem nada, fumava um cachimbo. Entre as coisas que falou, chamando-me por outro nome, quero compartilhar: “A vida é cheia de aventura. Se você fosse uma formiga imagine o que você faria? Se você fosse um tico-tico o que você faria? Se você fosse uma cobra o que você faria?” Continuou, respondendo a uma situação familiar que ocorria naqueles tempos. “Se você tivesse sido criado no formigueiro com os mesmos professores de formiga, família de formiga, no caminho de formiga, provavelmente pensaria como uma formiga. Assim também se fosse um tico-tico ou uma cobra. Tente entender que cada um dá o seu melhor”.

A vida é cheia de desafios. O maior perigo é não escutarmos as vozes da sabedoria que sussurram em nosso coração infantil. É adulterarmos o sagrado, alimentarmos o medo, deixarmos de sonhar, achar que as terras são de um ou de outro e não de todos. Se respeitarmos um pouco mais as inspirações naturais em nossa vida iremos perceber a variedade de amigos que podem nos ensinar, e outros tantas possibilidade de pensar.

Descubra inspirações em situações da sua infância e compartilhe. Pode ser que aquelas palavras renovadas ajude de alguma forma, uma pessoa que seja a refletir e ouvir o que precisava ouvir.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Arrival of the Messengers – Charles Frizzel
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

domingo, 26 de junho de 2011

057: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

PROPÓSITO ENTUSIASMADO



Hoje eu posso sorrir de verdade, por viver a verdade do meu coração. Estou com Deus, com o Grande Mistério. O Grande Espírito é presença nas mais sutis expressões. Inspirar e despertar são fagulhas que acordam e concordam com o melhor que existe em mim.

Neste instante do dia convido para a dança do entusiasmo o espírito da sabedoria, que possa me mostrar o que preciso enxergar. Convido o ritmo do amor, que possa embalar todas as palavras e vibrações. Convido as ações com respeito e integridade para que o desenvolvimento seja centrado nos princípios mais elevados.

Bom dia espírito da gratidão! Que meu trabalho possa ajudar de alguma maneira o planeta. Que possa chegar às pessoas certas, em seus tempos, templos e permissões. Rezo para que a espiritualidade e a qualidade de vida possam dinamizar suas vidas, para melhor, sempre para melhor.

Que estas pequenas sementes lançadas possam engrandecer suas almas, no entusiasmo da conexão maior. Hoje eu posso sorrir com os sorrisos de todas que já passaram os olhos diante de si e se viu melhor do que se imaginava. Gratidão por você existir! Sim, gratidão por você existir.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Joy and Freedom – Nicole Mizoguchi
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

sábado, 25 de junho de 2011

056: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

SERES QUE SÃO UM COM A TERRA



Caminhamos numa tapeçaria onde os fios do nosso corpo estão ligados ao corpo da terra.

Somos árvores que andam, podemos crescer e compartilhar folhas, sementes e frutos.
Somos pássaros que voam no céu dos pensamentos pintando o arco-íris das realizações.
Somos um pouco dos outros mesmo aqueles que achamos que não, existe uma ligação.

Caminhamos numa tapeçaria onde os fios do nosso corpo estão ligados ao corpo da terra.

Um fio do meu corpo puxa o fio do encontro. Na teia da vida a vida é conexão.
União é o corpo da terra em expansão. Seja tocando o ritmo do tambor do corpo ou sincronizando com o som do coração.
Respeito é o canto misterioso que liberta os fios para entrelaçar seus verdadeiros propósitos.

Caminhamos numa tapeçaria onde os fios do nosso corpo estão ligados ao corpo da terra.

Somos as águas que tocam a beira das realidades materiais.
Somos a poeira que flutua na mente do pensamento cósmico central.
Somos um sopro que vivifica a vida do Grande Espírito.
Somos o fogo que ilumina os passos do futuro.

Caminhamos numa tapeçaria onde os fios do nosso corpo estão ligados ao corpo da terra.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Mapuche – Javier Espuny
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

sexta-feira, 24 de junho de 2011

055: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


QUAL O SEGREDO DA SUA ENERGIA?



Vou falar de uma forma lúdica, mas que possa entender. É simples, é como contemplar, sonhar e ser. Não existe nada separado, está tudo junto. Minha energia não é minha energia é da natureza em sintonia com a Natureza. Você pode se perder e perder sua energia para as situações, pessoas e lugares. Ou você pode se elevar, se encontrar, cultivar os melhores pensamentos, sentimentos e atitudes de qualidade.

Algumas dicas...

Espreguice feito um gato. Cuide do seu corpo. Ele é um templo, um espaço sagrado, um reino encantado. Alongue-o. Toque o céu. Toque o chão. Abra seu coração e depois se olhe no espelho e diga: “Eu sou um gato!” ou “Eu sou uma gata!”.

Brinque feito um golfinho. Faça coisas engraçadas. Conte de vez em quando uma piada. Beba copos de risada. O ministério da saúde recomenda brincar faz bem pra alma.

Relaxe nas ações-tartaruga. Entre em sintonia com seu ritmo e não com os ritmos alheios a você. Os antigos já sabiam e recomendavam: Relaxe. Cada coisa tem seu tempo. Cada um seu jeito de crescer e ser. Relaxe, a semente precisa de um tempo para se desenvolver.

Medite na abundância do búfalo. O Universo é abundante. A energia vem de cima, de baixo e de todos os lados. É como se estivéssemos mergulhados num oceano de forças e possibilidades. Imagine como se cada poro do seu corpo fosse um pelo de búfalo branco brilhante e você captasse essa energia de luz abundante.

Dance a mudança com a borboleta. Visite uma flor. Sinta seu perfume. Veja sua cor. Pouse seus olhos agora em uma folha. Veja os detalhes, perceba as novidades. Faça coisas diferentes. Você está em mudança. Inove. Você é mudança.

Durma feito urso. Repousar é importante. Hibernar, sonhar, se recolher e alimentar seus sonhos é fundamental. Faça pequenas pausas, mesmo que sejam de 2-3 minutos para ficar em silêncio. Você perceberá que seu sono será mais proveitoso e suas idéias mais cheias de gosto.

Vou repetir de forma lúdica, mas que possa entender. É simples, é como contemplar, sonhar e ser. Não existe nada separado, está tudo junto. Minha energia não é minha energia é da natureza em sintonia com a Natureza. Você pode se perder e perder sua energia para as situações, pessoas e lugares. Ou você pode se elevar, se encontrar, cultivar os melhores pensamentos, sentimentos e atitudes de qualidade.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Keepers of the Unknown - Jacinta Two-Feathers
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

quinta-feira, 23 de junho de 2011

054: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

UM MENINO BRICALHÃO NA BEIRA DA PRAIA



Por aqui, por ali. Lá vou eu me divertir. Mas que coisa linda!
Um imenso oceano desponta maravilhoso, diante de mim.
Vejo um graveto. Toco a areia. Um bolo, uma vela. Parabéns pra mim!
Pego uma concha, outra, mais outra. São tão bonitas. Será que Deus está aqui?
Olho o Sol. Sinto as ondas. Meus olhos são vento tocando o céu do tempo.
Encontro uma pedra bem redonda. Quantas ondas vão pular?
Pulo uma, duas, três, quatro e mais uma vez mexo meu pé.
A areia seca parece estrela, brilhando constelação, em minhas mãos.
São tão pequenas. Um grão de areia. Igual a você? Igual a mim?
As descobertas da humanidade não se comparam ao mar sem fim.
As muitas verdades tão defendidas estarão perdidas quando eu sorri.
Pois o que conta são as coisas que não damos conta, nem se conta, mas está aí.
Nem mesmo o menino. Nem a brincadeira ou mesmo a beira que se faz sentir.
A inspiração é toda alma, é mar de alvorada, é mar feliz.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Paradise – Nicole Mizoguchi
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

053: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


PAPO PALAVRAS



Não tenho nenhuma
Ocupação
Sou desocupado
Desocupo meu corpo
Das culpas e desculpas
Todos podem tentar
Não vai adiantar
Culpar
Minha ação
Ou falta de ação
Ou o que pensa
Passo errado
Saí pra lá
Não seja chato
Perdôo
Perdoado
Eu sei que fico feio
Quando todo
Preocupado
Não tenho ocupação
Nem culpa no coração
Sou apenas
Culpado
Por ser
Autolibertado
Mistério
Amor
Amado

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”



Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Persephone and Demeter - Susan Eleanor Boulet
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terça-feira, 21 de junho de 2011

052: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

SÓ SE META COM AS COISAS DA ALMA



Um homem procura pela perfeição em seus negócios. Sua fala busca a impecabilidade, a necessidade de transmitir a melhor imagem. Trabalha, trabalha e trabalha – quer ser alguém para os seus, quer ser alguém na sociedade. Não tem tempo para a família, para a natureza e mesmo para si própria. É uma autoexistência tamanha que nem mesmo se apercebe dentro de um organismo ou mesmo interage com consciência com a natureza. Um xamã inusitado diria: “Este aí não vive é apenas prazos e metas”.

Quem me conhece sabe que gosto de planejamento, de subir a montanha passo a passo, de celebrar as conquistar e caminhar os meus sonhos mais profundos. Acredito que isto é humano. Agora, é desesperador, desumano, quando nossas metas enterram nossa alma, quando sobrevivemos ao invés de viver. Quando mecanizamos o espírito na engrenagem enferrujada de entregar todo o nosso tempo, verdadeiro absurdo, no tempo desperdiçado com coisas que não criam ressonância ou engrandece nossa alma. Talvez o conselho de hoje seja: “Mantenha apenas metas que elevam a alma.”

O que você faz tem realmente sentido? Esta atitude que está prestes a tomar saciará sua sede ou secará sua alma? Vão gerar energia, vitalidade, bênçãos em seu caminho ou levará a exaustão? Veja bem para onde está indo, afinal cada passo dado 99 vem acompanhado. Tome ciência de sua consciência, só se meta com as coisas da sua alma.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Jaguar Paddler God - Savanna Redman
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

051: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MANTENHA O BOM HUMOR



Como posso passar pela mais intensa turbulência? Uma das mais fortes rasteiras e ainda assim me manter de pé? Como posso sorrir e ter energia diante de tantos desafios e exigências?

Foram estas as perguntas que me fizeram acorda cedo em uma segunda-feira. Minha agenda continua cheia, meus pensamentos também, meu coração quer ir além, mas sem titubear: uma pausa faz bem.

Estar com alguém por meio das inspirações, sem saber em que tempo e momento, me traz uma perspectiva alegre. Uma espécie de gratidão pela possibilidade de compartilhar. Aqui está presente um segredo. Já descobriu qual é?

Lembro de uma fala xamânica que diz assim: “Observe as águas, nunca as mesmas, sempre as mesmas, continuam e continuam...” Existem momentos em nossas vidas em que precisamos assumir o nosso poder e fazer. Sabe aquele ponto, verdadeiro marco em nossa existência onde deixamos de ouvir as criticas e os temores? Não pedimos mais permissão, vamos lá e fazemos. Acredito que já teve atitude semelhante, lembra?

Quando percebemos este espírito desbravador em nós mesmos. Esta busca por revelar e nos revelar nos mistérios da vida, faz com que fiquemos cheios de energia. Apoderamos-nos das nossas melhores idéias e sentimentos disponíveis e agirmos. Nossa alma se diverte, inverte a situação, é o espírito do bom humor.

Bom para nosso corpo, excelente para a alma. Bom para nossas relações, divino para o espírito. Bom para nosso amor, prazer à nossa face. O que mais inspira o seu dia ao ver uma pessoa desbravadora, que se diverte com tudo, que se mantêm na freqüência do espírito e cultiva o bom humor?

Bom-humor, a face primeira que vi em uma manhã de segunda-feira.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Dolphin's Sunrise – Savanna Redman

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domingo, 19 de junho de 2011

050: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

O AR E O ALIMENTO



Respiro profundamente o ar da manhã. O céu traz uma benção azul brilhante que convida meus olhos a contemplar as nuvens da serenidade. Os raios solares aquecem minha presença na varanda da vida e a vida convida a agradecer. Vem um espírito da espontaneidade e beija a minha face e então nasce um sorriso. Como uma semente de milho surge à multiplicação das lembranças gratas e uma abundância de alegrias.

Se eu me olhasse no espelho neste momento é provável que estivesse com face de Sol, mas não me atrevo a sair do meu lugar sagrado. Não agora que tirei o trevo da sorte, onde não preciso ir para um lado ou outro, só estar aqui na varanda da vida é valioso, para tecer o gesto mais antigo da humanidade e talvez o mais esquecido: agradecer.

Depois de algum tempo neste espírito me sinto renovado e deito meu corpo. Havia trabalhado na madrugada e dois cobertores cobrem meus pés. Vôo facilmente no mundo das sementes de todos os sonhos e sonho. Vejo-me de frente com um ser luminoso que flutua no ar, que dança de maneira sagrada e coração amoroso. Eu sinto sua vibração, que parece dizer: “Ela está na natureza, ela está no coração. Desperta! Lembre-se da cornucópia.”

Quando despertei no corpo o céu estava mais azul com suas bênçãos e o Sol mais alto no céu. Degustei uma fruta, com ar de alimento para o corpo e respirei. O ar que respiro agora se mistura com o ar que me inspira a escrever. O alimento que a vida renova e que me faz viver.

Viver. Desejo que tenha uma boa vida! Que seu caminho seja de bons ares e que tenha uma alimentação rica tanto para o corpo como para o espírito.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Corn Mother – Fernando Padilla
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sábado, 18 de junho de 2011

049: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

ESPÍRITO DA EMOÇÃO



Grande Espírito,
Que a criança interior possa sorrir mais neste dia.
Que minhas atitudes não sejam perdidas no tempo.
Que meus sentimentos possam nutrir as teias da vida.
Que minhas emoções retornem ao equilíbrio primeiro.

Grande Espírito,
Que as forças que outorga em todas as nascentes.
Que a firmeza do espírito fogo venha contente.
Que os ventos da sabedoria soprem forte no meu peito.
Que purifique minhas águas nestes dias tão intensos.

Grande Espírito, Grande Espírito,
Agradeço o novo dia que brilha em meus olhos.
Agradeço o novo sol que brilha nesta manhã.
Agradeço o novo ser encantado com o amor!
Grande Espírito, Grande Espírito, Gratidão!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: South – Linda Apple
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

048: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

UMA HISTÓRIA PERDIDA?



Certa vez ouvi uma história. Foi há muito tempo na época em que era mais difícil seguir os conselhos que vinha dos bastidores espirituais, do mundo dos espíritos. Um chefe que controlava muito bem seus pensamentos e se achava muito inteligente. Vivia na solidão da floresta, isolado de todo contato humano, não se importava com os outros era como se não existissem.

Um dia uma pinha caiu na sua cabeça. Ele ouviu um zunido forte e alguns estalos ao redor. Como nunca havia escutado aqueles sons achou muito estranho, e passou a se achar estranho também. Estranho ter esquecido o motivo de estar ali. Estranho por querer evitar o contato com outros seres humanos. Estranho por estar na natureza e não se perceber nela e nem mesmo os animais. Parecia que sua vida era uma miragem que ninguém podia ver.

Era noite de lua cheia e a primeira coisa que viu, ou melhor, que ouviu foi um uivo. Ele seguiu aquele som e encontro uma matilha de lobos. Por vários dias ele aprendeu como eles viviam, compartilhavam seus ensinamentos e se ajudavam.

Em um dos dias em que observava os lobos viu uma jovem índia dançando. Era uma dança de gratidão, uma dança de celebração. Suas mãos pareciam que traziam a claridade das idéias em ação, seus olhos transmitiam a inspiração de enxergar todas as direções, seu corpo era espelho de águia. Ele ficara encantado.

Um dos lobos da matilha ofereceu uma chanupa e disse: “Reze, reze agora que a solidão foi embora e se sente solitário. Reze meu irmão, para que as estrelas inspirem e a lua ilumine seu caminho para o agora. Reze, para que se encontre no amor e compreenda a verdadeira sabedoria da convivência.” Ele passou a noite rezando. Conversou com cada estrela no céu, com cada plantinha na Terra, com cada pêlo de seu corpo, com suas luzes e seus monstros, e tomou uma firme decisão. E foi...

O que você acha que aconteceu?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Desconheço autoria.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

047: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

O QUE DIZ A SUA FACE?


Em minha face está a face de todos os povos, com todas as cores, com todos os sentidos até mesmo aqueles não descobertos. Não existe indiferença, o que me toca são o reconhecimento da sabedoria e a inteligência de não sermos iguais, mas semelhantes em essência.

Posso ouvir a sua história. Posso cantar a sua canção. Posso dançar a sua dança. Posso embalar como um presente, ou como um bebê, os sentimentos em seu coração. Não porque sou poderoso, mas pelo espírito de servir e o respeito por você. Assim sua história é a nossa história. Sua canção é a nossa canção. Sua dança é a nossa dança. Seus sentimentos são os nossos sentimentos no coração de Deus.

Tudo o que vejo no mundo é a expressão do mundo de dentro. Ouvir a voz da natureza é perceber as mensagens nas vozes que achamos serem alheias. Quando alguém nos pede algo, quais são os nossos verdadeiros pedidos? Quando alguém nos critica, quais são as nossas constantes criticas? Quando alguém se mostra pobre, quais são as nossas pobrezas? Quando alguém se mostra divino, quais são nossas forças espirituais?

Minha face não é a minha face, é a nossa face. Não sou ninguém sem você, não sou sem você. Para que exista uma pele que se mostre; um olhar vivo que toque; um sentido que entusiasme meu corpo; uma história que convide as forças; uma evolução natural... é preciso respeito. Respeito por sabermos que não somos iguais, mas semelhantes em essência.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Banishment of Earth Keeper – Jacinta Two-Feathers
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

046: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MORADA DE UM SONHO



Quando despertou de seu primeiro olhar mágico não sabia se estava acordado ou se o mundo tinha adicionado cor por onde havia andando. O que sentia após uma profunda crise existencial era que os caminhos de dentro que antes parecia um abismo, agora tinha algum sentido. Foi tantas perguntas e posturas bravas nos últimos dias, que seria difícil reconhecê-lo.

Como dizia aquele ser inspirador: “Não podemos conhecer o outro pelo outro, só podemos sentir um pouco se perecer o que acho que gosto ou desgosto”. Imagine a qualidade dos sentimentos daqueles que se desprenderam da busca por status e posições no mundo. Qual a força daqueles que guardam segredos nos corações de outros? Qual o sentido de cura ao reconhecer as riquezas e elevá-las nos caminhos dos outros? Era o que agora buscava.

Não existia a lógica arrogante camuflada de pele e graça. Afinal havia perdido toda a pele, o corpo despedaçara, e o pouco de que restava demoraria uma eternidade para junta-los. Procurou o caminho que sentia ser o certo, procurou o caminho do ser. E nesta descoberta passou a agir como um guardião que ajudavam outros a se encontrar e encontrar os pedaços.

Agora rezava todos os dias não para que outros pudessem vê-lo, mas para que pudesse por si mesmo ver a beleza da reza do dia. E em uma de suas rezas falou com a voz do coração: “Humildade é reconhecer onde moram os sonhos e viver na morada dos sonhos. Cada sonho é um mistério em semente que pode ser plantado no coração do espírito humano. Cada sonho é uma possibilidade presente de manifestação do Grande Mistério. Cada sonho puxa outros sonhos e sonhadores para rezar a força do amor sonhado”.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”


Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Keeper of the Earth Gate – Linda Apple
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terça-feira, 14 de junho de 2011

045: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

DANÇA DO BEIJA-FLOR



Cada pena é uma vitória,
uma riqueza, autoconquista,
uma honra que se libera
nas ondas de Wah-Mah-Chi

Se o vento sopra em uma direção,
o vento que sopra em meu corpo
não se engane com os ruídos, vivo espírito
é a força da presença, é toque de coração

Cada bater das asas que movimento
é uma história no tempo,
que faz um convite à Vida,
uma prece solitária ou uma prece mutirão

Se o tambor toca o canto dos ancestrais
na alma o som que reverbera
é o Espírito da Paz que vem, renova e conforta
no fio da esperança em Primal Conexão

Voa, voa dance aqui
a dança do Pow-Wow
cada passo um pé firme
cada sopro um vão no sonho

Se o mistério abriu seu peito
na calada do sutil momento
era a Fonte visitando amor, dança e
amor, na dança do beija-flor

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Echoes of the Past – Joe Abbrescia
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

044: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

ROMPENDO OS LAÇOS



Uma formiga passava pela cozinha, subia na mesa, próximo das frutas. Quando de repente uma sombra enorme escureceu sua percepção. Ela sentiu medo, e no medo esqueceu o que ali iria fazer. Mais rápido do que um foguete ela juntou as mãos e segurou o seu laço. Eu ouvi, eu vi, eu era a sombra que estava ali. Não poderia negar. O laço do chá, o laço do chá.

Olhando aquela formiga. Trabalhadeira, não se podia negar. Percebi uma prece que surgia no ar. Era como se fosse para ela, mas também para mim e quem mais quisesse acessar. Mais ou menos assim, parei para escutar:

“Que eu consiga deixar meu caminho doce. Que meu trabalho seja valioso para a minha comunidade e não só para mim. Que as folhas, as coisas e todo meu esforço possam ensinar as lições e comprovar o que eu realmente vim realizar. Liberta-me dos monstros gigantes e que eu seja do tamanho ideal para minha vida vivenciar. Que eu não esqueça a humildade e que eu deixe saudade se aquele dia chegar. Que não seja hoje! Por favor, tenho muita história para contar. Que eu consiga deixar meu caminho mais doce. Que a coragem venha me visitar.”

Ela soltou o laço de chá e rapidinho foi para algum lugar. Provavelmente foi encontrar algum parente.

Eu fico por aqui com a reza da formiguinha e o desejo que seu caminho possa ser mais doce, corajoso e inteiro.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: The Portal – Charles Frizzel
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

domingo, 12 de junho de 2011

043: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MANUTENÇÃO DA ALMA



Cada ser vivo é alma, e se mantêm vivo com a nutrição do amor. Quando um parente, um ente querido, realiza a sua passagem para a “boa estrada azul do espírito”, desde épocas primordiais, seus amigos compartilham nutrições energéticas para ajudar na jornada. Sejam em forma de cantos, preces, danças e cerimônias de elevação e desprendimento. Afinal foi uma honra compartilhar uma época e um tempo com aquele espírito na história evolutiva do planeta. Cada ser humano é importante, tem suas qualidades e medicinas que ajudam no aqui e no ali.

O espírito continua, assim como a história prossegue. Manutenção da alma também tem a ver com soltar os laços, deixar fluir, cada coisa tem seu tempo. E por essa razão também são realizadas cerimônias ancestrais para que os familiares, que tanto conviveu com aquele que fez a passagem, reconheçam o principio da continuidade e lide melhor com a ausência física. Para o espírito não existem distâncias, para o amor não existe barreiras, assim toda a comunidade se junta para celebrar a vida.

Muitas vezes, para algumas tradições xamânicas, o corpo é considerado uma semente da terra que voltará para terra para a manutenção da alma do planeta. Quando o corpo é queimado a fumaça é uma prece que sobe até o Grande Mistério junto com as orações dos parentes. Quando é enterrado joga-se flores ou faze-se algum tipo de plantio para simbolizar um caminho de beleza em outra dimensão e a volta da semente-corpo à Mãe Terra.

Honrar os antepassados, aqueles que já fizeram história tanto em nossas vidas quanto na vida do planeta e que muitas vezes passam despercebidos é uma boa cerimônia de manutenção da alma. Quando apoiamos os sonhos daqueles que deram o seu melhor abrimos as portas para doarmos o nosso melhor também. Sem prisões e sim com a liberdade de cada um ser alma fluindo. É história vivida. E que o caminho seja belo.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: The Healer – Charles Frizzel
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

sábado, 11 de junho de 2011

042: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


CERIMÔNIA DE PURIFICAÇÃO




As rezas foram feitas, os pés tocam o chão. Chão de terra pisada, que conta histórias do tempo e do espaço sagrado. Qual seria ali o território se os mapas são histórias contadas? Qual seriam as danças que o fogo assistiu nas muitas moradas?
O corpo se prepara para o novo passo, para a reentrada no útero. Estamos todos, sem exceção, em processo, em transformação. A sálvia branca foi acessa. O fogo aquece as pedras e o coração. Um toque suave de reverencia a terra, a testa toca a entrada da tenda da purificação. Os lábios expressam o caminho profundo “por todas as nossas relações!”.

Agora o crepitar do fogo e a luz que vem do leste. Elas caminham incandescentes, são as pedras estrelas que contam segredos no mistério da escuridão. Não se vê do corpo, se sente. São os olhos do espírito que enxergam o invisível e os sinais de manifestação. Está de volta ao útero e é mais silêncio, silêncio.

Depois de algum tempo é rezada os agradecimentos e as forças dos portais e direções. Cada som, sensação, falas compartilhadas sagradas nutriram as esperanças. O Grande Mistério está mais perto, a Grande Mãe em sua ternura acolheu. Então ela confia que a confiança do espírito se restabeleceu. A magia do tempo faz um convite e a porta se abre.

Joelhos e testa no chão, na humildade do renascimento. Em cada pequena partícula de tempo muitas histórias, conexões e sabedorias. Em cada encontro sonhado uma medicina que se visita. Em cada olhar um brilho sagrado nas linhas da natureza. Em cada passo a certeza no coração de onde se veio e a gratidão por todos os meios.

As águas do corpo, as águas do oceano da geração: Vida. Renova os pensamentos. Harmoniza as emoções. Desperta o espírito da cura e resgata a sabedoria ancestral. Purifica, purifica. Meu coração é permissão.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Desconheço autoria
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

041: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CHÁ DE BÊ-BÊNÇÃOS - IV
(O Urso e o Chá)




O urso entrou no local onde se repousa a cabeça e viaja para as noites e os céus. Lá estava deitado um duas pernas, na verdade apenas o seu corpo. No chão eram marcados de belezas, como nas outras partes da caverna (tapetes). Viu que existia duas ferramentas mágicas, que lembravam os oráculos dos ursos e pensou: “Será que eles também têm visões? Como serão as visões deste duas pernas?”

Quando Big se dirigiu para o último compartimento da caverna parecia pressentir alguma coisa... O que viu era surpreendente, uma forma luminosa do duas pernas, parecia estar fazendo uma prece. Não quis incomodar, sentou-se como se soubesse o que o duas pernas estava fazendo e fechou os olhos. Teve sensações agradáveis como se estivesse sentado nas nuvens. Minutos depois, o duas pernas abriu os olhos e viu o urso meditando. Respeitou no tempo visionário e quando sentiu que era a hora falou: “Qual a mensagem que procura para a sua vida?”

Atônito com a pergunta, sem saber como podia se comunicar com um duas pernas, ele respondeu espontaneamente: A realidade da minha e de todas as vidas.

“Assim seja”, uma voz, vibrou no ambiente. Ambos foram transportados para o mundo dos espíritos e lá viram todos os que vieram antes deles. Big, muito contente, agradeceu aquela força maior do que tudo o que existe. Depois de um tempo ali, chegara a hora de voltar, assim como acontecia nas suas brincadeiras de criança. Então se despediram, duas pernas para a sua caverna e urso para a cabana dos pé frio.

Big, abriu os olhos e pensou que tudo aquilo não passava de um sonho. Mas todos que o visse com certeza notaria o brilho que existia no seu olhar. Parecia que tinha vivido muitos dias felizes em poucas horas. Voltou sossegado para a montanha dos ursos e lá encontrou ursa charmosa, vinda das regiões dos corações unidos. Eles se uniram que levaram muitos encantos à montanha dos mistérios e das realizações.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Zen Bear – Visionary Imagist
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

040: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CHÁ DE BÊ-BÊNÇÃOS - III
(O Urso e o Chá)




Corajosamente ele entrou na cabana, mas com passos cuidadosos. Avistou um objeto que saía uma fumaça suave. Olhou com seus olhos curiosos e reconheceu que existia um líquido. Curioso como sempre ele experimentou o chá. O sabor delicioso e o gosto morno eram reconfortantes. Em alguns instantes um calor subia por dentro, e o urso começou a sentir um certo sono estranho.

Era tão precioso e mágico aquele chá que minutos depois ele estava dormindo. Seu corpo de urso ficara na cabana e ele se viu flutuando encima de uma grande árvore. Olhou para uma das folhas da árvore, lembrou das palavras dos antigos e surgiu um certo contentamento. Uma espécie de gratidão por tudo e todos. Antes mesmo de esboçar um sorriso ele parecia estar entrando na folha, como se a folha o sugasse.

Agora ele via coisas que nem em sonho existia no mundo dos ursos... Os nomes que ele chamava para tudo aquilo eram outros, aquela experiência marcaria seus sentidos visionários de tal forma que nunca mais esqueceria.

Na caverna que visitava tinha algumas divisões, pareciam fazer sentido para o “duas pernas” que lá vivia, mas para o urso, era tudo muito novo. Uma parte daquela obra de arte, a moradia, era dedicada ao alimento da vida física e lá poderia encontrar um armário. Dentro dele tinha copos, pratos e vasilhas diferentes. E também certo misturador (liquidificador) que não existia lá nas cabanas dos pé frio da montanha encantada. Qual seria aquela medicina? – pensou.

Em uma porta diferente tinha alguns mantimentos mágicos, cesta básica de quase todos os magos daquele mundo. Encantado por tais visões Big, por tudo o que via, admirou as flores e plantas espalhadas pela recente caverna do duas pernas e sentiu saudade de sua grande montanha.

Tocou uma pedra que servia para as refeições. Tinha alguns lugares que parecia esperar a reunião de outros iguais. Tinha lugar para quatro pessoas (mesa com quatro cadeiras), será que eram as honras às quatro direções? Como saberia?

Ao lado tinha uma caixa de fogo (micro-ondas) pousada numa torre (mesinha para micro-ondas), talvez, imaginou o urso, eles se alimentem diferente. Tudo era tão incrível, tão mágico!

Observou uma área diversificada da caverna, tinha uma cachoeira de águas quentes (chuveiro). Uma parede que refletia a imagem do urso, como naquelas águas calmas, tranqüilas, dos lagos dos ancestrais ursos. Olhou uma espécie de cortina que protegia o respingar da cachoeira (cortina para box). Alguns porta-folhas que eram grudados nas paredes da caverna, pareciam árvores na pedra. Reparou que existiam várias cortinas, estampas que pareciam o céu, às vezes o mar, às vezes uma floresta, ou cores do arco-íris.

Em determinado compartimento da caverna existiam algumas coisas escritas, o urso sabia, por que certa vez havia sonhado que estava no mundo dos devas, e lá ele viu como eles escreviam as curas de todos os bichos, os pés frios e todos os seres vivos da mágica montanha. Eram muitos os símbolos que ele via, uns encima dos outros, numa espécie de teia quadrada cheia de segredos (estante para livros), segredos que poderiam ajudar muitos a terem pensamentos mais claros e vidas mais vivas.

Continua... Chá de Bê-Bênçãos IV...

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Brother Bear – Ken Stroud
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

039: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CHÁ DE BÊ-BÊNÇÃOS - II
(O Urso e o Chá)



Saiu a caminhar, descendo a montanha seus olhos presenciaram o que não desejaria para nenhum filhote de urso existente em todas as terras do mundo. Todos estavam mortos, seus corpos sem pele, sem calor e sem vida. Eles haviam partido, sem aviso, assim como algumas coisas acontecem na vida. É, o inesperado sempre ensina a profundidade das coisas. Muitas vezes a questão é se está preparado ou não para as coisas inesperadas.

Parou ao lado do corpo da mãe ursa, e chorou a saudade que levaria por toda a vida. Como uma energia que existe e é parte dele, o pequeno peludo caminhou sozinho. Esforçou-se em cobrir todos os corpos com folhas e flores. Desejoso de que todos pudessem sentir o carinho e o perfume, seja lá onde estivessem.

As horas, os dias, as semanas, os anos foram passando numa rapidez que pareciam copiar os movimentos dos furacões.

Em uma noite estrelada, Big teve um sonho. Neste sonho ele viu um caminho que levava a uma cabana, cabana construída pelos pé frio, os humanos que viviam na região baixa da montanha. Era a primeira vez que via tal coisa, e se lembrara do que os mais velhos haviam dito:

“Quando vier a sonhar, compreenda que aquilo não é apenas um sonho qualquer. Lembre-se que a realidade das nuvens é a mesma que produz as gotas de chuva, e estas o crescimento das árvores. O sonho do céu produz nuvens. O sonho das nuvens produz gotas de chuva. O sonho da chuva faz as árvores crescerem. O sonho das árvores faz suas copas erguidas em direção ao céu. Vai chegar um tempo em você compreenderá todas estas palavras.”

Foi aí que o urso decidiu sair em busca da tal cabana do sonho... Caminhou, caminhou e finalmente encontrou. Era uma cabana simples, assim como todas as outras, exceção de uma coisa, apenas esta estava com as portas abertas. Assim como ele havia visto no sonho.

Continua... Chá de Bê-Bênçãos III...


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Bear Shaman - Carol Hogan
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Roda de Cura Xamânica









038: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CHÁ DE BÊ-BÊNÇÃOS - I
(O Urso e o Chá)




Em certa floresta encantada existia uma montanha sagrada. Lá do alto poderia avistar todas as belas regiões circunvizinhas e também as cabanas feitas pelos povos pé frio, que fizeram dos arredores seu lar, suas moradias. Estes povos eram chamados de duas pernas ou humanos. A natureza compreendia o símbolo destes seres, como aquele que busca alguma coisa. Mas, talvez, naquela época estava sendo difícil encontrar os reflexos deste símbolo, principalmente nos moradores daquelas regiões.

No entardecer podia-se ouvir o uivar do vento, feito canção primal nas encostas, como as vozes dos espíritos da montanha. As entradas das cavernas produziam vibrações que faziam os humanos correrem para suas casas. Os ursos não entendiam. Aqueles ventos para os animais eram mensagens que embalava os mistérios e os sonhos de todos aqueles que não temiam.

Quando o vento ficava forte todas as almas tremiam, como que fugindo de si mesmos. Mas os grandes sábios daquela floresta sempre desafiavam estes ventos. Afinal, não podiam fugir da realidade de suas vidas, suas constantes mudanças. Estes mestres eram chamados de Anciões da Ursa Maior, pois sabiam observar as estrelas e as mensagens da natureza.

Existiam alguns locais especiais naquela montanha grandiosa e solitária, que fazia todos os pensamentos mais claros e objetivos. Em um destes locais, morava a família de ursos pêlos marrons. Muitas lendas já haviam sido escritas por mãos humanas sobre eles, que dificilmente eram vistos, mas que eram considerados os donos da montanha e os descobridores de muitas medicinas.

Mas, nem mesmo os Anciões da Ursa Maior poderiam imaginar o que iria acontecer.

Big, que na época era chamado por outro nome, um dos ursinos mais levados, corria para lá e para cá, em busca de novas brincadeiras. Aquele pequenino e curioso, só queria saber de brincar e sonhar, era a natureza dele. Os mais velhos diziam que ele se tornaria um dos chefes do conselho dos curadores, diziam as profecias. Ele, como toda criança, só queria saber de brincar, sonhar, sorrir e descobrir, descobrir.

O pequenino como de costume, ficava boa parte do dia nas proximidades dos arvoredos da sombra, buscando coisas novas. Contrariando os pedidos do mais velho, ele insistia em desbravar aquele lugar. Certo dia, como de costume, cansado, já tarde da noite, o pequenino se encaminhou exausto em direção a caverna da família dos pêlos marrons, desejoso das guloseimas de sua terna mãe. Tamanho foi seu espanto quando chegando ao pequeno lar e nada encontrar. Nem mãe, nem irmãos, nem ninguém. O que havia acontecido aos amigos de meu coração? – se perguntava.

Continua... Chá de Bê-Bênçãos II


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Bear – Robert Martinez
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

037: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CHÁ DE BÊ-BÊNÇÃOS - I
(O Urso e o Chá)



Em certa floresta encantada existia uma montanha sagrada. Lá do alto poderia avistar todas as belas regiões circunvizinhas e também as cabanas feitas pelos povos pé frio, que fizeram dos arredores seu lar, suas moradias. Estes povos eram chamados de duas pernas ou humanos. A natureza compreendia o símbolo destes seres, como aquele que busca alguma coisa. Mas, talvez, naquela época estava sendo difícil encontrar os reflexos deste símbolo, principalmente nos moradores daquelas regiões.

No entardecer podia-se ouvir o uivar do vento, feito canção primal nas encostas, como as vozes dos espíritos da montanha. As entradas das cavernas produziam vibrações que faziam os humanos correrem para suas casas. Os ursos não entendiam. Aqueles ventos para os animais eram mensagens que embalava os mistérios e os sonhos de todos aqueles que não temiam.

Quando o vento ficava forte todas as almas tremiam, como que fugindo de si mesmos. Mas os grandes sábios daquela floresta sempre desafiavam estes ventos. Afinal, não podiam fugir da realidade de suas vidas, suas constantes mudanças. Estes mestres eram chamados de Anciões da Ursa Maior, pois sabiam observar as estrelas e as mensagens da natureza.

Existiam alguns locais especiais naquela montanha grandiosa e solitária, que fazia todos os pensamentos mais claros e objetivos. Em um destes locais, morava a família de ursos pêlos marrons. Muitas lendas já haviam sido escritas por mãos humanas sobre eles, que dificilmente eram vistos, mas que eram considerados os donos da montanha e os descobridores de muitas medicinas.

Mas, nem mesmo os Anciões da Ursa Maior poderiam imaginar o que iria acontecer.

Big, que na época era chamado por outro nome, um dos ursinos mais levados, corria para lá e para cá, em busca de novas brincadeiras. Aquele pequenino e curioso, só queria saber de brincar e sonhar, era a natureza dele. Os mais velhos diziam que ele se tornaria um dos chefes do conselho dos curadores, diziam as profecias. Ele, como toda criança, só queria saber de brincar, sonhar, sorrir e descobrir, descobrir.

O pequenino como de costume, ficava boa parte do dia nas proximidades dos arvoredos da sombra, buscando coisas novas. Contrariando os pedidos do mais velho, ele insistia em desbravar aquele lugar. Certo dia, como de costume, cansado, já tarde da noite, o pequenino se encaminhou exausto em direção a caverna da família dos pêlos marrons, desejoso das guloseimas de sua terna mãe. Tamanho foi seu espanto quando chegando ao pequeno lar e nada encontrar. Nem mãe, nem irmãos, nem ninguém. O que havia acontecido aos amigos de meu coração? – se perguntava.

Continua... Chá de Bê-Bênção II...


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Bear – Robert Martinez
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domingo, 5 de junho de 2011

036: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

CIRCULO DE PEDRA



Quando olhamos para a vida como sendo uma jornada, e em meio ao nosso destino encontramos pedras pelo caminho, que elas nos inspirem histórias de sabedoria. Que a divindade que existe em cada uma delas traga a sua magia para a transcendência e não coração de pedra e a postura de indiferença. Cabe ao nosso olhar se preparar. Cabe a nossa alma se conectar com o calor da alma de todas as situações que vivenciamos.

Compartilho esta inspiração após um grande tropeço. Tropeçar com algo que eu achava ser o fim da picada e uma grande pedra no meu sapato, me traz uma grande lição. É bom trocar os óculos, é bom modificar para melhor nossa percepção.

A deusa Domna, segundo antigas crenças irlandesas, era a senhora de todas as pedras sagradas. A ela era dedicado o dia 5 de Junho, ocasião em que, segundo a tradição, ela se transforma em pedra, sendo procurada entre cristais e pedras de rua. É um novo olhar ver a divindade em todas as pedras, eu disse todas, mesmo àquelas que rotulamos serem pedras no caminho.

As pedras são sagradas para os nativos e em muitas tradições são consideradas as contadoras de histórias, aquelas que guardam os segredos ancestrais. Existem momentos em nossas vidas que precisamos ouvir palavras que façam nossos pés como se fossem penas a caminhar pela estrada da vida, pelo viver e pelo se transformar. E existem momentos em que é necessário enxergar com discernimento aquelas coisas que nos machucam que arranham a nossa alma e coração. Saber que elas estão ali e que por isso mesmo são sagradas.

Vai saber se não é a deusa Domna querendo contar uma história?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Stonehenge Plain – Susan tower
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sábado, 4 de junho de 2011

035: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

EU QUERO A BELEZA




Eu quero a beleza...
A beleza dos bons pensamentos...
A compaixão como o meu centro...
A sinceridade em todas as ações...

Eu quero a beleza...
A beleza do sorriso de um ancião...
A alegria curiosa de uma criança...
A perseverança em ser feliz...

Eu quero a beleza...
A beleza de transparecer a verdade da alma...
A calma de mãos dadas com a coragem...
Eu quero todas as forças que existem em mim...

Eu sou a beleza...
Dos pensamentos, do centro e das ações

Eu sou a beleza...
Do sorriso, da alegria curiosa, da perseverança

Eu sou a beleza...
Sou alma, calma, coragem e feliz!


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Pretty Maiden – Art Prints
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

034: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


VÔO DA VOZ




Quando a voz se esvai e o corpo pede reforço. Socorro!
Quando o nariz dorme e os olhos querem recolher o espírito da caverna.
O urso no vôo, no vôo que a alma faz – sem tanto faz.
O retorno de um jeito que a ternura busca a paz.
É aqui, é aqui, sim! Move mais um músculo e os ventos passam.

Mensagens flutuam no ar, o coração debaixo das cobertas.
E a vontade de estar em todo lugar, feito quem, feito ar.
Ah poesia, me ensina a cuidar das fagulhas que brilha.
Se meus pés caminhassem pelas folhas ao vento – seriam?
Se as escadas virassem poeiras luminosas – o que faria?

Vê, outro giro mais intenso que o anterior
Como pode um ser sem asas voar nas mesas paradas?
Sente, outro corpo renasce no mesmo ser
Como pode uma ferramenta que conserta quebrar você?

Escute as pausas, um pouco, por favor
Não deite no vento coisas vãs
No deleite dos devaneios, tente sentir
O seu único tempo verdadeiro e primeiro.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Peyote Kiowa – Stephone Mopope
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

033: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


MANGARATAIA



Oh força encantadora da ilha de Java!
Raízes que ativa o ancestral do corpo
Das terras que ressurge em outras terras
Como juntou segredos mil?

Oh beleza de bocas em flores!
Qualidades de quem se superam
Celebra a chama nos invernos da alma
O que guarda embaixo do caule?

Mangarataia – Mangarataia!
Purifica os ares, não morre na praia
Mangarataia – Mangarataia!
Renova minhas raízes como força de outrora

Oh fogo enterrado na terra!
Histórias e ramos unidos
Expurga todos os males ditos e não ditos
Como faz do gelo o febril?

Oh planta que em chá me encanta!
Graça se dá pela força bonança
A volta do equilíbrio e o brilho
Quem o cavou e descobriu?

Mangarataia – Mangarataia!
Purificou os ares, reviveu o sol nos olhos e face
Mangarataia – Mangarataia!
Renovou a ancestralidade, é fogo, firmeza e alma calma

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Ginseng from the sky – Hong Jungil
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

032: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

O ÚLTIMO REDUTO



Uma neblina cobre a cidade de São Paulo, pelo menos em volta do prédio não dá para enxergar quase nada além da misteriosa brancura. Não são as Brumas de Avalon, mas traz uma reflexão nesta manhã de Lua Nova.

Só posso ser sincero e mais nada.

Faz um bom tempo que me dedico intensamente a múltiplas atividades, sem aquele famoso dia do “nada fazer”. Meu corpo físico, assim como o urso, pede a caverna assim como a lua pede renovação. Eu sei que não será nesta manhã, mas estou cancelando a atividade noturna – vou para a caverna mais cedo. A minha voz produzida pelas cordas vocais voaram com meu excesso e a falta de autocuidados acrescido de alguns belos momentos de raiva.

Sim, somos responsáveis por tudo o que nos acontece na vida e muito mais pelo que se sucede em nosso corpo. Se a vida compartilha milhares de placas inspiradoras de “siga em frente” “por aqui” “por aqui” assim como “cuidado” ou “pare” imagine o corpo. O corpo é praticamente um autdoor com milhares de luzes pisando emoções e espírito.

Como disse certa vez um Pajé amigo: “Quando algum tipo de doença ou desarmonia chega ao seu corpo é um bom sinal. É o fim da linha, o último reduto, a última estação. Neste ponto a doença foge ou você foge com ela para o mundo espiritual.”

Fica a reflexão nas brumas da manhã.

Só posso ser sincero e mais nada.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Awaken Daughters – Nicole Mizoguichi
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