domingo, 31 de julho de 2011

092: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano



VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ – 6


Neste exato momento uma semente germinou por debaixo da terra.

Neste instante uma folha se desprendeu da árvore para secar no chão forrado de histórias.

Uma criança chora pela primeira vez com um corpo no planeta terra.

E bem perto do choro, algumas deixam lágrimas escorrerem pela face, pois um velho resolveu ir escrever histórias em outras moradas.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Undine – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

sábado, 30 de julho de 2011

091: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ – 5



Vocês estão escutando esta canção que toca baixinho?

Ela me diz que está na hora de fechar os olhos do corpo, abrir os sacos mágicos e mostrar suas virtudes.

Quais as virtudes, amigo, o trouxe aqui? Vamos, me diga, o que sente de qualidade?
Quais qualidades existem em você que pode juntar com as qualidades neste grande caldeirão da vida?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Twlight Angel – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

sexta-feira, 29 de julho de 2011

090: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ – 4


Esta noite eu tive um sonho.
Caminhava pelas encostas das montanhas mais perigosas, era um caminho estreito, à beira de um abismo.
Nas cidades de onde eu vinha as pessoas estavam em guerra.
Em guerra para impor seus poderes acima de tudo o que meu coração sentia como sendo sagrado.
O que é sagrado para você?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Lilac Dreams – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

quinta-feira, 28 de julho de 2011

089: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ – 3


Olhe nos meus olhos.
Não olhe para mim, mas olhe para mim. Eu quero dizer uma coisa sem palavras.
É preciso um novo olhar. É preciso não olhar o que se quer olhar, mas enxergar o que existe aqui.
O que existe aqui? O que existe aqui?
Olhe nos meus olhos sem travas, conceitos ou preconceitos.
Por favor, faça isso por mim.
Pois quando conseguir me ver de verdade, conseguirei enxergar você em mim.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Flora – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot

quarta-feira, 27 de julho de 2011

088: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ - 2



Muitas vezes a sabedoria chega de mansinho, outras vezes vem com um estalo e trovões.
Cada pessoa possui suas próprias manifestações da força, da magia.
Só é necessário deixar fluir os encantos da alma, descobrir nas sombras as riquezas brilhantes e os pássaros azuis da liberdade.
Em cada passo, em cada dia, um aprendizado, um conhecer-se, um renovar-se que faz a vida se levantar com o Sol do discernimento e os rastros dos Deuses da Alegria.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Vision Seeker – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

087: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

VERDE FOLHA E ORVALHO DA MANHÃ - 1


Esta chovendo, está chovendo!
Não consegue ver?
Esta chovendo alegrias ancestrais por eu, você, por nós estarmos aqui.
São gotas de alegria por sua dedicação e por escutar um chamado antigo.
Aproveite as conexões não só com as mãos, mas com o corpo todo, com a dança e o coração.
Lembre-se: É um privilégio nos reunirmos aqui.
Imagine, imagine quantas terras já foram molhadas e quantas águas evaporadas para se chover aqui.
Que possam lavar a alma com o que vivenciarmos neste circulo sagrado.


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

(Esta inspiração é carinhosamente dedicada a você e aos participantes do curso “Danças Sagradas Celtas: Círculos de Amor, Poder e Sabedoria”, ministrado na UMAPAZ)

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Lady of the Lake – Josephine Wall
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

086: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano



OS DEDOS ANCESTRAIS


Existe uma sabedoria sutil, ancestral, quase imperceptível, que nos convida à simplicidade. Convida à naturalidade, a soltar os espíritos do orgulho e da vaidade que prendem, estagna as águas do corpo e se concentra nos joelhos. Que ensina que quanto mais próximo do centro, mais próximo do outro, mais fácil para darmos as mãos. É nesta simplicidade que peço que abra seus olhos para enxergar com doçura e olhar. Levar sua consciência e olhar para sua mão.

Suas mãos são a extensão do seu coração. São um veículo para tocar, com suas ações, os corações de outras pessoas. Quando se trata de cura em muitas culturas é afirmado o poder curador das mãos. Sim, temos em nossas mãos grandes vórtices energéticos. Daí, mais uma vez, lembrarmos de manter boas intenções, pois as mãos são símbolos do poder espiritual realizador. Mas talvez tudo isso você já saiba. Então vamos entrar em outra dimensão? Então, olhe, olhe para sua mão.

Seu dedo polegar é você no universo, no espaço sagrado. Quando você expressa luz aponta para o “Pai Céu” com positividade, jóias de comunicação, elevação dos aspectos do coração, da alma. Quando você expressa sombra aponta para a “Mãe Terra” com a necessidade de pé no chão, de descobrir soluções e os poderes nas entranhas. Antes de continuar lembre-se, lembre-se que a matéria, tudo o que tem forma, são sombras do espírito. Independe da sua expressão atual, você nunca está sozinho.

A conexão mais próxima de um filho é a mãe, juntamente com o pai. Vendo a sua mão, imagine como se seus pais fossem os dois primeiros dedos, indicador e médio. Representam também o “Pai Céu” e a “Mãe Terra”. Os dedos seguintes, o anelar e o mindinho, imaginem como se fossem seus avós. Representam também a “Avó Lua” e o “Avô Sol”. Entenda que você não é um dedo solto perdido por aí, você está na mão do Grande Mistério. E quando você é humilde para agradecer tudo o que estas forças provedoras colaboraram em sua vida, sejam aspectos luz, sejam aspectos sombra, você se torna integro. Os quatro dedos abraçam o pequeno polegar, que é você. Ao mesmo tempo em que você é acolhido pela mãe, pai, avó e avô está mais próximo do centro. Mais próximo do centro, mais próximo do coração, da oração, do Grande Mistério em você. Medite um pouco mais nesta inspiração, pois o poder está em suas mãos!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Healing Hand of God – Sandra Cointreau
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

domingo, 24 de julho de 2011

085: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MENTE, MATILHA E MONTANHAS



Há muito, muito tempo já se contava as histórias de conhecimento e o poder das emoções. Os dias passavam tomados pelas buscas por alimento, melhores intentos e acasalamentos com as realidades da vida. As noites eram preenchidas de magias, medos, poderes e possibilidades.

Os “duas pernas”, seres humanos, eram seguidos por animais misteriosos que rondavam suas tendas, casas e depois cidades. Alguns destes, de tanto rondar e se aproximar, se revelaram fieis e amigos. Outros são mistérios, selvagens, expressam sua natureza e conhecimento com emoções.

Certa vez um velho vindo do norte disse que eles são velhos professores. São aqueles que vivem compartilhando seus conhecimentos, sente alegria em colaborar com o clã. E mais, este velho falou que eles são do grande clã das estrelas de Sirius e se mantêm selvagem de coração, vivo no brilho da conexão, na força de ser natural. Assim conhecem a Casa dos Antigos, se conhece e reconhece, com seu mapa interno fareja com cuidado sua identidade, sua comunicação e a forte ligação com os parentes que circula em seu sangue.

Nas montanhas da vida, seja de noite ou de dia, um bom conselho é perscrutar os pensamentos que passam na mente. A mente é como a selva, cheia de tesouros e perigos. Muitas vezes precisa aprender com as finalizações de ciclo, permitir que a madeira apodreça e vire adubo, aprender com o aprendiz e aprender ensinando.

Aquele velho do norte também falou que na selva as plantas crescem rápido, rápido. Existe muito material fértil: uma semente, um intento alimentado e vai juntar com outras ao redor e começam surgir raízes. Portanto, fique atento! Veja o que se passa e o que planta na sua selva pessoal e perceba como andam as pegadas das suas emoções.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Wolf Montage – Marianne Caroselli
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sábado, 23 de julho de 2011

084: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

POESIA NAS MÃOS



O poder das mãos invisíveis coagula com forças físicas.
Poderia o mistério ser desvelado e manter-se milagroso?
Naturezas ancestrais clamam orações ao Espírito do Único.
Estarão os corações livre das couraças de um olhar poluído e turvo?

Onde esconderam as preciosas pedras dos sonhos?
Um mensageiro desperta com os raios de sol, e não está só.
Quais as chaves potentes que destravam as próprias correntes?
Três dedos apontam para o centro, atenção ao caminho do meio.

Navega pelas águas, vê o brilho dos cristais, caminha terra.
Quais histórias contam a poeira dos ossos passados?
Uma tocha se mantém acessa na caverna das sensações.
Como pode cantar luz em meio à escuridão, é astro?

Já se pode escutar o que não foi dito, nem perdido?
De fora a fora, estrondos dentro em raios e trovão.
Uma flor poderia viver sem raízes na água da alma?
Um perfume inebria as chamadas diluídas em ascensão.

Cante, cante, cante, pois a vida é feita de encantações.
Vibre, vibre, vibre, pois os sentidos só possuem esta percepção.
Dance, dance, dance, pois todo o movimento é transformação.
Ore, ore, ore, pois este é o alimento espirituoso do coração.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Flute Song – Archie Blackowl
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

083: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

COMO SE TRANSFORMAM OS DESEJOS




Com quantos paus se faz uma canoa? Com quantas atitudes alguém pode ser considerado uma boa pessoa? O que é preciso para se acender uma fogueira?

Quando eu era pequeno. Espere aí, eu ainda sou pequeno. Há algum tempo nas minhas brincadeiras de criança costumava nadar em um rio que passava próximo de casa. Um dia resolvi construir uma canoa, mas como o faria? O clima era quente, uma tarde de verão, não tinha lá muitas ferramentas, mas contava com a observação. Havia lido em algum lugar que os maiores inventos surgiram não apenas quando se sonhava dormindo, mas quando se sonhava acordado. Sentei próximo a uma árvore observando o rio, quando vi uma casca de banana flutuar sobre a superfície. É isso!, pensei. Lembrei que no caminho havia um pé de bananeira caída no chão. Fui até ela, peguei um facão, cortei em três pedaços. Enfiei dois pedaços de galho juntando as três partes e agora tinha construído minha primeira canoa, pensava eu. Até que chegaram alguns amigos e me disseram: Ei, Samuel! Isto não é uma canoa e sim uma jangada.

Lembro que queria ser uma pessoa boa, ou melhor, uma pessoa amada. Quem não quer ser amado? Depois de passar um período intenso no hospital, as brincadeiras com os amigos me arrebatavam. Naquela tarde a nossa curtição era a mais nova novidade, a tal da jangada. Eu tinha os meus defeitos, e também qualidades. Foi nesta época também que tive algumas experiências que me dizia assim: Uma simples atitude não tão boa poderia criar uma visão a meu respeito que realçava os meus defeitos. Era como se para tirar a nódia da bananeira da água do rio, muitas águas deviam empurrá-la.

À noite nos reuníamos para acender uma fogueira. Alguns pegavam folhas secas, outros vários gravetos, mais gravetos. Sim, sabíamos que para acender uma boa fogueira era preciso muitos pequenos gravetos para aquecer e queimar as madeiras mais grossas. Na vida existem coisas que também são assim: necessitam de pequenos pensamentos, sentimentos, atitudes, idéias, ações para realizar grandes sonhos. Muitos pequenos gravetos, aprendizados, muitas palhas secas, erros e fracassos, experiências, oportunidades, magias e descobertas para se ver o gênio da lâmpada e perceber como se transformaram os nossos desejos.

Mitakuye Oyasin!“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso CotidianoAutor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? – Mia Bosna
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

082: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

ESCUTE AQUELA CANÇÃO




Música misteriosa, por favor, apaga o incêndio e me chama!
Já não existem arestas, é tudo, é movimento, é dança esperta.
Destrói os castelos de caixas e rasga os sacos nas costas.
Levanta, levanta as sementes do amanhã. Levanta agora!

Viva! Não há caminho perdido nem se mendiga afetos.
Corre das cores preferidas das sanguessugas e dos piolhos.
Anima os animais poderosos de meu corpo fogoso, canta, canta.
E estende o tapete da liberdade, via aberta, vai, abracadabra!

Maga magia das canções que escutam acordes, sonhos e astros.
Despem os preconceitos, empurra o cansaço, eu acredito em fadas!
Leva os ventos da floresta nas folhas descoberta do amor que se conhece amada.
Os muros, as grades das lidas não aprisionam idéias, corações, já, sou ponte e alma!

Força, força! Renasça das cinzas, escombros se reconheçam poeira das estrelas.
Ah, chega de tantos “deverias”, de “tem que”. Se afogue nas águas do coração.
Coração! As virtudes nunca foram perdidas e as energias estão todas em mãos.
Suplanta os outros tons e sons. Música misteriosa, toca, imanta, vibra e encanta!


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Aniali – Nicole Mizoguchi
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

081: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

UM CÃO, UMA BORBOLETA E UM MACACO




Um cachorro farejava tudo o que encontrava por aqui e por ali tudo cheirava. Parava, via pelo cheiro no ar, como se este fosse um velho amigo ensinando o caminho. Rodou o círculo, a criança, a maracá e o tambor. Entrou no meio da dança sem pedir licença e com seu faro investigava a veracidade dos passos. Balançava o rabo como se procurasse nos olhos daqueles que estavam ali um brilho que alimentasse a alma e mostrasse os alimentos da carne.

Enquanto isso, toda encantada, ela se aprontava. Bonita, toda cheia de cor numa manhã ensolarada voava a borboleta. Surgiu pelas frestas de luz no meio da mata, como que vindo de um raio de sol, ou no mínimo havia passado por uma experiência mágica. Batia suas asas silenciosamente como se dissesse: Já me transformei, oh, humano! Sou agora a beleza das descobertas, muito tempo meditei e agora estou aberta. Mas se você me avistou é para que se torne uma pessoa esperta e compreenda muitas mudanças o espera.

O tambor tocou aquele que o reverenciava. O caxixi passou de mão em mão. Os cantos lembravam as muitas formas de amizade. As maracás vibravam com as danças energizadas. O encantador contava suas histórias. Até que surgiu um macaco, que pulava de galho e galho. Ele estava com fome, pegou uma banana e foi embora.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: A Man of Peace – Ellen Dreibelbis
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terça-feira, 19 de julho de 2011

080: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

DEIXE QUE OS VIVOS ENTERREM SEUS MORTOS





Uma folha despenca do galho que a ligou a árvore há algum tempo, a terra a acolhe como se fosse à primeira vez. A lágrima brota do coração e sobe a superfície dos olhos, escorre pelas águas cobertas de pele e juntam-se ao mar da existência invisível. O trem já partiu, o leite derramou, a lágrima secou, o pássaro foi empurrado da beira do ninho para que suas asas cumpram seus propósitos. O que aconteceu? Por que tinha que ser assim? Por que relutar em deixar fluir?

Milhares de células dão sua vida, cede sua energia, para que a vida anime os órgãos de um corpo e este se encaminhe. Em uma simples inspiração um mistério parece dizer: vida! Enquanto que na expiração parece confabular: morte! Um passo, outro passo, sonhos, pedaços, engrenagem, possibilidades, achados. Mas quantos passos ainda são visto como meros fantasmas, pegadas desanimadas, energia em desperdício?

Deixe que os vivos enterrem seus mortos. Melhor do que carregá-los como pedras em um saco machucando as costas, pressionando os pulmões e sufocando o peito. Que plante suas sementes sem camuflar suas verdades, suas dores, vaidades e lágrimas. Que regem o solo desta terra e conte suas histórias no conselho sagrado. Que a fogueira seja acesa para honrar os fracassos e as perdas, celebrar as células da vida que se doam para tornarem-se fagulhas de sabedoria. Que o Grande Mistério possa inspirar os novos plantios e a renovação das vias, vilas, vôos e vidas.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Homage to a Shaman – Carole Bourdo
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

079: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano



DESCOMPASSOS VISIONÁRIOS




Passa por um fio e encontra outro, ouro, sem pressa e sem pescoço. A cabeça descasa no travesseiro das entregas e a fumaça das preces tomou conta de todos os quartos até o quinto sentido do corpo.

Está solto, completamente solto. Os efeitos da lua chegaram num charme vibrante e as peças das preocupações jogadas ao chão. Não existe mais chão de ilusão, e ao mesmo tempo sua alma está com os pés firmes no caminho invisível. Sem terno, e blindado de ternura, com passos lavados com os erros e acertos das miragens passadas.

Está na estadia do fio, e por um fio a encontrar com as riquezas da sabedoria nas regiões onde não se alcança nada mais do que desfalecer os pensamentos tolos. É permitido, mas quem quer se sentir perdido e indiferente aos propósitos de enlevo nunca antes alcançado? Quem não quer ser alguém e não apenas algo passageiro, mesmo que seja por um tempo?

Neste meio o questionador para de questionar e é questionado por um todo, imagina. Não cai uma folha, não aparece uma besteira em que não possa sorrir aos trancos e barracos. Nem uma face angelical visita ou palhaço com suas piadas semi-libertina – tudo por um sorriso, tudo por uma gorjeta que o faça sorrir.

Quem é testemunha? É testemunha de si mesmo, não há como fugir, se autocondenou. O que se vai fazer, ninguém poderá se intrometer. Afinal a escolha foi deste ET que não para de fumar os vícios emocionais e beber os venenos do rancor, das culpas e desculpas presas a garganta. Mas existe sempre uma luz, não demora, lembra muitas casas, moradas? Agora vem, sem nhem-nhem-nhem, deixe passar o tempo de sobreviver, pois a vida é forte e já faz parte do seu ser.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Jaguar Paddler God – Savanna Redman
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domingo, 17 de julho de 2011

078: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


ABRAÇO DE ARCO-ÍRIS




Desperto melhor no calor da água fria. Na madrugada contemplava os raios da lua na cheia das inspirações ouvindo os miados dos gatos e gatas em suas danças de acasalamento. Já nesta manhã acasalam os raios nutridores do Sol beijando a face da Terra. Na torrente das águas a banhar o corpo desce o escopo da sutil inspiração, uma espécie de arco-íris surge no peito. Parentes da magia, guardiã dos tesouros espirituais, força que respeita e deita as belezas nos olhares e ações.

Um beijo na consorte. Uma pausa para ouvir uma canção e a visão percebendo a beleza da sombra na janela de um pé de arruda e mirra. Balança suas folhas ao vento, perfumam a varanda e sala com suas qualidades. Será que estas plantinhas amigas também sentiram a presença da deusa arco-íris no coração? Será que circulam na seiva a pulsação do espírito da alegria?

Uma amiga, ao meu lado, responde: “Sim, as cores formam um arco de energia de dentro para fora e abraça um intento maior. Aqui neste cantinho sou planta e poderosa, veja como minhas folhas brilham. Próximo as minhas raízes existe um rio de reserva com cristais nascidos nas intenções do arco-íris. Aprenda que a maior magia de proteção é o amor nas intenções. Olhe aquele artefato xamânico, ele está todo imantado com as forças que sopram para longe mau agouros e diversas vibrações, mas por trás está o espírito do amor. No espírito do amor um arco-íris deseja bom dia.”

As palavras de Zumiokuka, uma planta de origem africana completa as conexões de uma linda manhã. E vem a sugestão de acariciar o coração com um abraço de arco-íris, abraçar uma planta com os braços invisíveis e coloridos, abraçar as pessoas que ama com um bom dia, abraçar o planeta e a vida.

Os braços são extensões do coração, a continuação dos melhores sentimentos. Que os abraços e ações sejam preenchidos com a essência do espírito do arco-íris.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Rainbow Goddess – Carole Bourdo
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sábado, 16 de julho de 2011

077: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


CHEGA DE CANSAR SUA BELEZA!




Amigo da alma. Acho que você já está cansado de não ter tempo para você. Cansou de se arrastar e fazer coisas desinteressantes em seu trabalho. Sim, você já se cansou de ficar cansado e quer uma mudança em sua vida. Não dá mais, sente como se estivesse no caminho errado. Foi assim que o encontrei. Mas mesmo que sua fala, ou melhor, seu desabafo estava em alta, existia uma criança ali.

Uma criança que desejava aprender com entusiasmo, como se a vida fosse um parque de diversão e cada situação um brinquedo novo, que traz diversas sensações. E ela vai curiosa, entra na montanha russa com um frio na barriga. Na roda gigante e se vê às vezes no alto, às vezes no baixo. No chapéu mexicano e vê tudo girando. Na casa dos espelhos percebe formas estranhas e aparências engraçadas. No carrinho de bate-bate acelera atrás de um e às vezes corre, foge. Num passeio no rio bravo se segura no bote e finge que tem coragem. Na casa do mágico fica tentando descobrir como é isso, como fez aquilo. E pega novamente a fila, só por diversão.

Em inspirações anteriores compartilhamos sugestões de atitudes, comportamentos que alimentam aspectos da alma, da criança interior. Recebi diversos emails de pessoas que se identificaram e levantaram outras reflexões. Agradeço, de coração, pois estamos nos inspirando, juntos, para uma vida melhor e para compartilhar o nosso melhor.

Quero lembrar que nossa intenção visionária não é fazermos criancice diante das pessoas, das situações e da vida. Respeito é uma das qualidades mais apreciada em diversas tradições, povos, etnias, e admirada por muitos seres humanos. Nossa intenção é de alguma maneira despertar os aspectos do curumim encaixotado e esquecido, muitas vezes até renegado pelo modus operandi da sociedade do Povo Caixa.

A magia, a poesia, as experiências, as vivências, as belezas da alma, as sabedorias de todos os lugares e pessoas são como portais que se abrem num círculo. E falando em círculo a inspiração xamânica de hoje é: Ciranda Cirandinha vamos todos cirandar. Vamos dar a meia volta. Volta e meia vamos dar.

Gratidão por compartilhar o seu melhor, sua inusitada presença!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Autumn Reflections – Karen Noles
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

076: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MOITARÁ



O que eu tenho e o que você tem, já não são de ninguém, é do nosso
Sua certeza se mistura com os milhos, migalhas e dúvidas
Minhas dúvidas fazem ecos de sentidos em suas certezas serenas
Moitará junta os ossos, remonta os pedaços e trás o sagrado

Foi pra longe as desvalias e chega perto as descobertas
As diferenças que me empurrava, e as semelhanças que encurtava
Povos e povos que povoam e voam por aí com seus mundos
Chega neste espaço com seus assombros e nele/nela um pouco de tudo

Estimo profundo, a estima que se aventura nos encontros
Se vêem com um olhar para trás, presente e o olhar novo, troca
Os valores mais sagrados vivinho de tudo nas partilhas
Chegadas e partidas num círculo, onê, se reencontrando

Moitará! Moitará! O espírito do bem veio inspirar
Moitará! Moitará! O amor vem num abraço convidar
Moitará! Moitará! No espaço sagrado queremos dançar
Moitará! Moitará! O melhor da vida à compartilhar

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Wolf Maiden – David Penfound
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

075: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

BEM ME QUER!



Bem me quer! Bem me quer!
Perdoe minhas fugidas
Noites frias me nublaram
Me sentia sem saída, agora não

Bem me quer! Bem me quer!
Conhecer o desconhecido faz movimentos
Acreditar nas magias invisíveis faz neve no deserto
Viver cria tempestades de bênçãos no peito

Bem me quer! Bem me quer!
Um abraço em natureza
A família de todos os lugares
Os caminhos dos sonhos e belezas

Bem me quer! Bem me quer!
Consciência e coragem
Coração desbravador
Olhar de amor e serenidade

Bem me quer! Bem me quer!
Bem me quero! Bem me quero!
Bem te quero! Bem te quero!
Bem querer sutil, em carinho e natural.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Snow Wolf - Barbara Banthien
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

074: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

OUTRAS ÁGUAS




Não se desespere, espere. Sua vida não está perdida. Sua vida é uma conquista das forças do Grande Mistério. Sei que é difícil, um desafio até, quando as coisas não andam no ritmo que se espera. Pode ser que tenha entregado sua força nas mãos do controle, do carrasco exigente da perfeição que nunca chega, do tempo indisponível preenchido com as escolhas de outros. Mas calma. Calma.

Permita que as águas da sua vida sejam purificadas pelas lágrimas que derrama e lavam seus pés. Um velho amigo me disse certa vez: “Chorar faz bem. Ajuda a limpar a forma como se enxerga a si mesmo e o mundo.” Tentar construir barragens é se prender naquilo que não é para você, naquilo que você não se sente feliz. Deixe fluir as águas, as lágrimas, as derrotas, as falácias, como espelho e reflexos de sua vida. Calma, permita que a renovação chegue e amoleça seu coração.

Quantas vezes prendeu seu choro, escondeu suas dores, camuflou seus sentimentos por medo de incomodar alguém ou não passar uma idéia errada? Quantas vezes deixou de ser você para ser o que os outros esperavam? Mas por favor, perceba, escute, sinta o que realmente busca a sua alma. Sinta a sua alma. Ela pede socorro, ela precisa que você esteja de volta. Volte! Volte para a sua verdade. Realimente seus sonhos. Resignifique sua vida. Esteja aberto para outras águas.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Water Bearer - Willow Arlenea
Site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com

terça-feira, 12 de julho de 2011

073: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MANHÃ DE SONHOS




Nesta manhã meu semblante é jardim, minha pele é ternura, meu coração é semente. Percebo as borboletas, que em seus vôos e mudanças trazem cor ao bater de asas. E elas, mesmo que pequenas, fazem um movimento que conquista outras esferas. A magia está no ar, no solo, no fogo e nas águas que circulam por debaixo das peles, pêlos, apelos e máscaras.

Todas as virtudes são convidadas a dançarem. A dançarem no mais belo dos jardins, no corpo invisível do coração, e quem sabe no ápice da dança num sorriso explodir. Esteja presente, não se deixe passar em seus passos. Esteja consciente. Vamos lá, vamos cá.

Milhares de sonhos criam vida em pensamentos e somem no vento. Milhares de intenções positivas sem alimento morrem de fome. Milhares de tempos são reclamados e muito pouco é feitiço feito e realizado. Não se pode viver sem ter amor. Quero fazer um pedido: Faça uma prece, por favor.

Que não sejam palavras formais, mas que seja tão forte que as muralhas vão por terra. Que não tente ser belo para mostrar a alguém, mas que seu espírito embeleze as regiões mais tenebrosas. Que não seja um pedido qualquer, mas que incentive todos os altruísticos pedidos do além. Que sejam cheias de alma. Que sejam mais palavras de fé e de peito. Que sejam vibrações de presença e que beneficie todos os tempos.

Quando sentimos que nossa alma está presente no presente da existência, não importa o que vão achar se é louco ou varrido, se está feio ou lindo. O que importa são as riquezas de alguém que se achou, e este é o verdadeiro desbravador de sonhos e mundos. Se sua prece o tocou, tenha certeza, de alguma maneira também tocou o mundo.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? – Gary Montgomery
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

072: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano



SETE FRAGMENTOS



Não espere receber elogios pelo bem que faz
Faça o bem, melhore a si mesmo e elogie-se

Pare de sofre com as derrotas que aconteceram, são fatos passados
Só reclamar não move poeira embaixo do tapete, ação consciente remove montanhas

O tempo não é seu inimigo, nem mesmo seu inimigo
A verdadeira conquista está na forma como lida consigo

Em um dia você chora no ombro amigo, outro dia ele no seu
Existem pessoas que se sente realmente no colo de Deus

Quando chamo minhas forças meus mistérios vêm correndo
Na firmeza e fé divina todas as trevas diluindo

Se a carinha quando olho é pesar feito um tijolo
Imagino gelatina contando outras histórias pelos olhos

Pare tudo e veja as frestas, na sua alma e em seu mundo
Faça uma prece com amor que chegue longe e criará um diferente escudo

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? - Gary Montgomery
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domingo, 10 de julho de 2011

071: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

O QUE DIZ O SEU OLHAR?


O que o seu olhar toca pode transformar, quando tocado pela visão do espírito, mesmo que a distância. Muitas forças animam as freqüências da consciência e muitos fios constroem a nossa existência. Não é a toa que existam tantas histórias que aconselham fazer boas escolhas, tomar virtuosas decisões e agir com a força do coração. É uma das sabedorias manterem o “olhar forte”, cultivar aquela visão que está mergulhada na alma, viver as possibilidades de integração.

Olhe tudo o que existe a seu redor neste momento e pergunte-se: O que realmente existe? Há quanto tempo existe? Por que existe? Como isto existe em relação a mim? Quem criou o que e qual o que da questão?

Estas simples perguntas poderão gerar diversos sentidos e conexões. Pode até, quem sabe, fazer perceber um pouco das setas indicativas que inspiram seu próximo passo. Uma palavra escrita em um objeto, um detalhe que passava despercebido, uma lembrança que desperta a sabedoria antiga, uma folha no seu sapato, uma semente no seu cabelo, uma pássaro a sua frente, uma cara feia ao lado, uma cadeira quebrada, um espelho riscado, um relógio atrasado, um pneu furado... Tudo pode tornar-se mensagens do Grande Mistério.

Há muito tempo alguém já disse para termos olhos de ver e ouvidos de ouvir. Sim, ouvir, ouvir as falas e aprendizado da natureza. Aprender com a natureza das coisas, as vibrações e energias, a natureza nas pessoas e a natureza das relações na vida. Perceba as respostas diante dos mistérios e espíritos que nos relacionamos no dia a dia. Sejam os espíritos de todas as coisas. Sejam as coisas ligadas ao espírito. Acertar os fios luminosos de nossas ligações e percepções é um comportamento xamânico de grande sabedoria. Prezar o centramento, a consciência, evita os exageros e diminue os desperdício.

Encontre sentido nas coisas que faz e as coisas deixarão de ser apenas coisas para tornar-se espíritos que caminham. Encontre propósitos mesmo que simples na sua existência e a sua existência se tornará uma expressão integrada do Grande Espírito.

O que diz o seu olhar mergulhado no espírito? O que diz o seu olhar?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Two sides – Daniel McCoy Jr.
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sábado, 9 de julho de 2011

070: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

MEDITAÇÃO ENTRE AS ÁRVORES



Hoje é o seu dia de ser, como tinha que ser
Sinta, cante sua canção com os pássaros
Deixe a consciência estar, em natureza, em natureza
Simplesmente presença na vida, nos passos

Descase na relva macia de um lindo dia
Onde a melhor companhia é a ternura do calor
Onde a sombra das árvores é caricia de amor
Onde o vento vibrante refaz suas forças, poder e magia

Hoje é o seu dia de ser, como tinha que ser
Encante-se, chame suas maiores alegrias
Permita que as visões de um sonho bom nasçam
Da semente do fruto da fonte sutil do mistério

Desfrute das melhores realidades do mundo interno
Onde as paisagens são exuberantes e vai embora o sério
Onde a alma dança as essências com entusiasmo
Onde se caminha e vibra vida, amor e beleza

Hoje é o seu dia de ser, como tinha que ser
Hoje é o seu dia de ser, como?
Hoje é o seu dia de ser, apenas ser
Hoje é! Hoje! É!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Being Light – Mario Duguay
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

069: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

VIDA: RELAÇÕES E AUTOSUPER(COR)AÇÃO



Ele passava por uma semana de poucas falas, mas de muita presença em seu desenvolvimento. Mantinha o silêncio como um instrumento mágico, poucos gestos e muito coração. Parecia um urso hibernando seus inovadores sonhos, parecia esperar a semente germinar e criar raízes. Enquanto suas formas esperavam, enraizava seus pensamentos nas preces ancestrais.

Sua amiga o visitou no espaço sagrado, uma buscadora que se sentia perdido na história. Sua vida representava um maremoto de mudanças, aqui e ali, família e negócio, fé e idéias, tempos e tempos. Era uma alma antiga, que há muito se esforçava para trazer a força do espírito para o corpo das ações. Chegou cedo com seu jeito, conhecia os ritos daqueles que pouco falava e muito ensinavam. Sentou a seu lado, ele nem se mexeu. Ficou ali meditando, aguardando seu despertar.

Quando o ancião abre os olhos, ela desaba num choro como nunca antes compartilhado. Parecia que as lágrimas gritavam seu cansaço, sua angustia, seu desespero contido na procura por uma saída. O corpo da jovem se mostrava com pouca vitalidade, como se estivesse sido sugada e a alma se colocara pequena diante dos monstros que ela permitira e criara. Cheio de compaixão o ancião olhou para a jovem e disse:

“Sabedoria só se conquista quando a consciência segue as pistas do amor. Compreendo suas dores, as da alma e as do corpo, estou vivo também passo por isso, sou seu amigo. Talvez procure mais do que isso, mas eu só posso compartilhar a medicina que em mim caminhou. Eu passo por isso e deixo que isso passe, não sou passado por isso como um rolo compressor. Eu deixo que o passado passe e fico com o presente do amor. Por favor, chegue mais perto”.

Ele deu um abraço afetuoso na jovem, como um pai a abraçar sua filha e continuou: “Lembra quando queria tocar as estrelas com sua mão? Lembra quando se sentia sozinha no mundo e pensava que o mundo não a compreendia? Lembra das vozes que ouvia e apaziguava sua saudade de outros lugares que sabia existia não apenas no seu coração? Existem momentos em que perguntas são importantes, outros que um pequeno gesto constrói uma imensa ponte. Este momento minha querida é o seu momento de deixar fluir as águas que correm e transbordam pelos olhos que enxergam a vida”.

Ela suspirou como se uma energia de acolhimento sacudisse todas as células de seu corpo. Seus olhos pareciam cachoeira lavando a alma, suas barreiras e crenças que chegou o momento de se tornarem passageiras. “Neste dia, minha linda!”, falou o ancião com carinho peculiar, “Sou apenas abraço, as margens ou o leito do rio. Mas lembre-se sempre: Quando nos entendemos nos reconhecemos, vivenciamos o que somos. Então podemos embarcar com coragem nos verdadeiros sonhos, o frio do inverno da alma vai passando para sentirmos o calor de um sonho compartilhando”.

Viver é uma experiência enriquecedora. Vivenciar a autosuperação é ajudar a desvelar o poder do coração. Viver é sonhar o sonho misterioso, com seus gostos e desgostos, mas sempre se conectando com o Espírito amoroso.

Amigo, que você tenha uma boa vida!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Massacre at Wounded Knee – Ba-Ta-Dee
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

068: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


O ESPÍRITO DAS VISÕES



Ontem minhas preces foram ouvidas com os corações das crianças que compartilhava o dia. Foram muitas histórias, muitos aprendizados e com certeza ótimas alegrias. Por vezes, pensava que o corpo só caminhava porque existia poesia e as emoções pincelavam os detalhes do compartilhar dos sonhos, fazendo reflexos como sendo a mesma coisa que compartilhar a vida. Alguns eram diferentes, viam as diferenças, riam e percebiam a semelhança nos momentos de mostrar os dentes e aqueles que sorriam.

Ah lida semelhante que nutre as histórias com a experiência, com amor e com vida!

Na noite renovando as preces para o bom dia na estrada dos sonhos, percebi uma presença anciã e suas vibrações intensas de sabedoria. Chamou-me de um nome estranho, que, de verdade, nem pronunciar saberia. Era engraçado perceber aquele velho dizer aquelas coisas e o mais engraçado é que no sonho eu tudo compreendia. Vi um grupo reunido e senti vontade de me aproximar, era curadores isto eu sabia, até pelas insígnias e o ambiente na natureza que mais parecia um templo de cura e beleza. Sentei-me no chão e comecei vibrar o bem, o melhor que em mim tinha, senti como se as preces se juntassem num espírito e este soltava bolas de fogo, com pequenos cristais, cores e energia. Gravadas no céu do meu coração.

Ah canção do invisível que desperta minhas forças, propósito e bichos!

Hoje meu corpo, nesta manhã, parece que recebeu como que um raio de energia. Olhei meus olhos no espelho e contemplei um semblante amadurecido, sem rugas, mas vibrando com a sabedoria do vento. As fumaças das formas convergiam nos cenários de fora e nas vitórias de dentro. Cada qual com seu passo e dimensão cruzando os portais da vida com a sutil graça de uma terna canção. Realidades beijavam a pele nas realidades que o mundo da consciência, célere, semeava desde tempos primeiros. As forças de lá chamada para cá. Os mundos de lá misturados em todo lugar. Eram frestas abertas com grandes mistérios.

Ah inspirações matutinas que como semente de sol ilumina meu dia, e resgata a presença e na presença sou vida!


Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: His Words Were My Visions – Parker Boyiddle
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

067: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


ONZE VIBRAÇÕES



Onze vibrações ecoam nas asas do coração
Uma expiração profunda que inspiração a singela ação
Dois movimentos nivelam a essência dos pensamentos
Três montanhas crescem movidas pelo amor, firmeza e fé
Quatro espíritos dançantes nos ventos das direções
Cinco amigos da alma visitam o coração
Seis preces silenciosas unidas pelos intentos da elevação
Sete princípios descobertos, qualidades, chacras e energias em ascensão
Oito giros dervixes sagrando o Sagrado de pés nos chão
Nove estrelas sinalizando o caminho do céu das transformações
Dez possibilidades gerando um poema de sensação
Onze pulsações em cores no mistério dos beija-flores
Onze vibrações ecoam nas asas do coração...

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Hummingbird Maker – David Joaquim
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terça-feira, 5 de julho de 2011

066: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

QUANDO CRIANÇA...




Quando criança achava divertido contar historias misteriosas. Gostava de fazer uma fogueira, contar piadas e depois assar na brasa batata-doce.

Quando criança me encantava com a beleza das estrelas. Era bonito subir no telhado, ficar em silêncio e ouvir as novidades que diziam.

Quando criança gostava de subir no topo das árvores. Ver o por do sol e as outras paisagens das moradas vizinhas.

Quando criança escrevia histórias em quadrinho. Eu era um herói e ajudava as pessoas a se salvarem de tudo o que achava que era do mal.

Quando criança brincava de futebol. Já fiz parte de um time “Unidos do Jd. do Éden” e treinava todos os dias pela manhã.

Quando criança adorava biblioteca. Era mágico para mim aquela idéia de que em cada livro representava uma janela de conhecimento.

Quando criança chorei por querer ressuscitar uma pessoa. Eu acreditava e tanto que chegou um tempo em que rezava para aqueles que doente ficavam.

Quando criança eu buscava a liberdade. Muito cedo já desbravava por baixo das catracas as regiões mais temidas da cidade, eu já fugi de casa.

Quando criança eu queria me curar. Tinha passado por tantas dores e às vezes me sentia tão sozinho que passei a olhar com carinho aos que eram considerados menos favorecidos.

Quando criança eu tive um programa de rádio. Foi especial as gravações bem humoradas naquele velho rádio, as fitas k-7 que o diga.

Quando criança eu me achava não tão bom de dança. Mas aí pensei enquanto me remexia escondido ao ouvir uma música que curtia: “Tudo bem. Posso dançar no salão da minha vida.”

Quando criança eu pensava em pagar a divida externa. Eu nem sabia o que isto significava, mas eu entendia que dever não é bom pra ninguém, gostava das coisas certas.

Quando criança eu queria comprar a Amazônia. Preservá-la e não deixar que as riquezas fossem roubadas.

Quando criança eu escutava uma programa de música clássica. Era tão gostoso ouvir as 18 badalas diárias e aquelas musicas que traziam lembranças mágicas.

Quando criança eu falava com os espíritos. Acendia velas debaixo da mesa e mantrava e rezava.

Quando criança eu tinha um apelido que não gostava. Era visto como alguém que falava em parábolas era o “mestre dos magos” do desenho Caverna do Dragão.

Quando eu era criança gostava de viajar. Eram tão intensas as viagens de trem em meio à mata e as cachoeiras; ver outras paisagens, pessoas e belezas.

Quando eu era criança me sensibilizava diante das pessoas. Eu queria de alguma forma transmitir alguma coisa boa.

Quando criança eu queria que as pessoas fossem mais unidas. Desejava um mundo diferente, melhor para toda a gente.

Quando criança gostava de assistir filmes que me emocionavam. Era especial ver as pessoas se superarem diante de tantas dificuldades.

Quando eu era criança pensava que os sonhos que vivia nas noites eram apenas histórias. Era tantas historias, historias que parecia mais real do que a realidade em que vivia; eles me nutriam e nutriam.

Quando eu era criança adorava tomar banho de cachoeira. A água caindo forte me enchia de alegria.

Quando eu era criança eu adorava andar descalço. Estar com pessoas que amava e apreciar os ensinamentos das relações, folhas, sol, ser humano e formiga.

O que mais posso dizer. Eu ainda sou criança...

E você o que achava divertido quando criança?

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? - Anthony Yahola
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Próxima Sexta-feira: Roda de Cura Xamânica









segunda-feira, 4 de julho de 2011

065: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

LAVE O ROSTO, A PALMA E O CORAÇÃO


Prepare-se para um encontro. Sim, hoje você tem um encontro. Mas, antes de qualquer encontro é bom se purificar, tomar um banho. Ficar perfumado, com bons ares e bom gosto. Que tal até beber goles de medicina vibracional? É fácil. É simples. Encha um copo com água. Você já fez isto antes, milhares de vezes, mas faça isto com consciência. Imagine que está enchendo seu copo com virtudes e sintonia com a natureza. Imagine que a água que está no copo vem de uma bela cachoeira ou de uma fonte tão linda, encantadora. Na sua imaginação, na sua realidade presente você está no meio de uma floresta. Beba esta água como se bebesse as virtudes.

Lave o rosto. Lave as mãos novamente, com mais consciência. E agora dê um passeio pelo ambiente. Olhe com outros olhos, como se você a primeira vez que enxergasse os moveis e suas disposições. Agora pare em um canto que sentir vontade, você vai saber o canto certo e fique em silencio por alguns instantes. Você está se preparando para o encontro.

Conte até dez e vá em direção a uma planta, a mais próxima de você. Pare em frente a ela e faça o que os antigos faziam há milhares de anos. Dê um bom dia e converse com ela. Fale sobre as coisas que achou bonito no ambiente e escute o que ela quer dizer a respeito. Se aconselhe com as plantas, independente do porte, pequena ou grande. Peça conselhos para melhorar as energias do seu ambiente. Deixe que a percepção verde e a seiva de sabedoria sejam transmitidas nos conselhos.

Agradeça ao espírito da planta, ao povo em pé. E agradeça a si mesmo pela atitude de carinho pelas plantas, a natureza e seu ambiente. Faça uma prece e viva o seu dia.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? - Gary Montgomery
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domingo, 3 de julho de 2011

064: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano


UM SUSPIRAR DA MANHÃ



Grande Espírito,
Que meu coração seja a pulsação viva de seu sagrado mistério.
Que meus olhos possam enxergar as inteligências e amizades no caminho.
Que minhas decisões neste dia sejam guiadas pelas escolhas do espírito.
Que toda e qualquer energia estranha seja purificada pelas entranhas.
Que as ondas de amor renovem a esperança e enalteça sua presença.
Que minha proteção seja o rodopio constante do tigre de fogo.
Que meu espaço sagrado seja rodeado de alegrias e bom humor.
Que eu encontre nos encontros as experiências enriquecedoras.
Que meus passos sejam guiados na plenitude do bom, da beleza e do caminho sagrado.
Gratidão! Gratidão! Gratidão!

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
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sábado, 2 de julho de 2011

063: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

UMA GOTA DE INSPIRAÇÃO



Você se lembra da história do beija-flor? Já percebeu os sentidos nada por acaso em sua vida? Compreende o poder do efeito borboleta?

Todos os dias, mesmo que alguns digam que a vida é curta, temos uma grande possibilidade visionariamente falando, eterna em nossas mãos. A possibilidade de colaborar com nossa mudança, com a mudança. Fazendo o que nos cabe, fornecendo o melhor que existe em nossa dispensa. Amar é indispensável.

Cada atitude é uma gota. Se quisermos um oceano de alegrias, uma gota de sorriso por dia é uma medicina que nutre o espírito. Se quisermos pintar um quadro grandioso estejamos atentos as pequenas pinceladas. Se sentirmos que carecemos de paciência um segundo de calma por hora já faz uma importante diferença. Se nos impressionamos com a quantidade de páginas em um livro, uma página por dia e quando menos se espera já estará lido.

Uma gota de inspiração. Uma cor em seu dia. Um abraço amigo. Uma palavra carinhosa. Um passo em direção ao seu sonho. Uma boa noticia. Uma pessoa que ama. Uma história valorosa. Um real por dia. Uma doação terna. Uma janela de esperança. Uma dança. Uma prece e de gota em gota mergulharemos num oceano dentro do céu interno.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: ? – Ben Adair Shoemaker
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

062: Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

E POR FAVOR...



Subindo pelo caminho das encostas por onde os pássaros do meio dia param no ar. Bem pertinho da fonte dos sonhos presentes e ao lado da cachoeira das canções ancestrais você consegue avistar a montanha dos lobos.

No principio pode parecer uma montanha comum, mas não se engane tudo o que vê é um espetáculo e milagre. Deixe de lado tudo o que não solta os músculos do pensamento ou impede que a cabeça racional saia da caixa.

Olhando para as árvores com flores azuis e amarelas a sua esquerda é fácil notar um jardim que parece flutuar, numa espécie de circulo ou bandeja de cores. Vá até este jardim, mas com passos conscientes as fendas estão abertas depois do período das descrenças. Isto, não olhe para baixo foi a enxada da ação do povo-caixa que gerou buracos de medo.

Vê aquele medalhão entre as flores? Pegue-o. Agora faça um pedido. O que você quer para você e os seus amigos? Quais seus desejos para este dia? Perceba o que está acontecendo, quando para e se conectar com seus melhores desejos. Quando abre o coração e entra em ligação com aqueles que amam, no mundo das formas e nas formas do invisível.

Você começa e escutar uma voz. Uma menina sorri e convida. Vem aqui! Tudo o que você aprendeu nesta visita deve ser compartilhado com sua família. Hoje aja como um lobo ofereça seus conhecimentos, a preciosidade do seu coração, com carinho. E por favor, sorria.

Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”

Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Sarah and the wolves – Marcine Quenzer
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